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terça-feira, 25 de agosto de 2015

História do Preto Velho Rei Congo.



   Rei Congo é um Preto Velho amado por toda a Umbanda, pela sua humildade e serenidade.

    Ele foi escravo entre o século XVI e o século XVII, e desde sua juventude era um guerreiro, que lutava em prol de seus irmãos africanos que tanto sofriam nas mão de seus Coronéis e Feitores.

    A história diz que Rei Congo, que tinha seu nome de batismo como Octácilio, era um grande rezador e curador de doenças, ficando sendo conhecido entre negros e brancos pelo seus tratamentos das moléstias como a tuberculose, que na época exterminava muitas pessoas sem escolher cor nem raça.

    O negro Octácilio, certa vez após uma das filhas de um Coronel fazendeiro, chamado de "Senhor do café", ficar muito fraca com a famigerada doença assassina, a tuberculose, ficou muito conhecido em toda região pelo tratamento dado a pequena sinhá, através de seus conhecimentos de ervas utilizadas em chás e compressas, sanando assim todo mal estar sofrido por ela e curando-a de vez da tão maléfica doença. Após esse fato Octácilio começou a frequentar outras fazendas da região para, com sua sabedoria ajudar outras pessoas que sofriam além da famigerada tuberculose outros males que afligiam a tão covarde e intolerante classe branca e rica da época.
Com essas viagens de fazenda em fazenda, Octácilio começou a perceber que seus irmãos negros sofriam grandes humilhações e maus tratos dos então feitores que ordenados pelos coronéis, mandavam castigar na chibata e no tronco todos os negros sem que houvesse motivo para tal covardia.

    E foi assim que o jovem Octácilio tomou para si a vontade de lutar contra essas atrocidades, e dia após dia ele tomado por seu desejo de liberdade e também pela grande vontade de livrar seus irmãos das garras covarde de feitores e coronéis, ele decidiu então tentar a fuga, com o objetivo de mais tarde tentar ajudar os outros escravos a fazerem o mesmo.

    Enfim chega a noite da fuga, Octácilio e mais alguns negros, após um dia cansativo na preparação da terra para um novo plantio de café, conseguem fugir do cativeiro após dominarem o feitor e seus jagunços quando já iam acorrentar as portas do senzala.

    Vários negros fugiram, muitos deles foram recapturados e outros mortos, mas Octácilio conseguindo se embrenhar nas matas escuras conseguiu enfim a sua liberdade.

    A partir desse dia, Octácilio com a ideia fixa em tentar libertar seus irmãos escravizados, rogou a Pai Oxalá e a todos os Orixás que lhe mostrassem o caminho para que ele conseguisse o tal feito.
Após vários dias e noites fugindo pelas matas sagradas de Pai Oxossi, ele se depara com uma montanha, que na época era conhecida como "Monte dos Perdidos", essa montanha tinha centenas de caminhos que interligados chegavam a lugar algum, e apenas um caminho levava ao cume da montanha.

    Octácilio por algumas vezes já ouvira falar da lenda do "Monte Perdido", e sabia que o cume dessa montanha seria o lugar ideal para se abrigar e abrigar os negros que ele desejava libertar dos açoites e dos troncos destruidores.

    Em suas orações ele pediu aos Orixás Sagrados que lhe abrissem o caminho, e que ele conseguisse chegar ao cume da montanha sem se perder pelo labirinto que o levaria a morte.

    Foi ai que ele começou sua caminhada rumo a tão assustadora montanha, e sem se dar conta, subia a trilha de maneira tão segura e confiante que sem esperar em poucas horas já estava diante de um grande campo florido com um grandioso lago de águas límpidas. Ele admirado por tanta beleza daquela natureza que lhe foi entregue por Oxalá, ele se ajoelha e agradece pelo presente tão belo.

    E foi nesse belo e protegido lugar que Octácilio começou a sua luta de livrar da escravidão seus irmãos negros, pois ali estava nascendo o Quilombo do Congo" e também o sonho de ali ser o caminho da paz buscada pelos quilombolas.

    Entrando pelas fazendas cafeeiras durante as madrugadas, Octácilio começou a resgatar os negros escravos, levando-os para o Quilombo do Congo, e ali esses negros começaram a plantar, a construir seus lares e constituir família.

    Octtácilio escolhia os negros mais novos, fortes e ágeis, fazendo deles um grupo de guerreiros da mesma causa, ou seja libertar mais e mais escravos, e no primeiro grupo já preparado para ação, o negro Octácilio recebeu o nome de Rei do Quilombo do Congo, e todos a partir desse dia passaram a lhe chamar de "Rei Congo", como é conhecido até hoje nas casas de Umbanda.

    Certa vez, em mais uma das centenas de vezes que Rei Congo tentava buscar a liberdade para os negros escravizados, um certo coronel muito temido dentro da região fez com que seus feitores e centenas de jagunços ficassem de tocaia por vários dias e noites com intuito de capturar o libertador de escravos. E numa noite nebulosa no qual Rei Congo e seus guerreiros estavam prontos para mais uma ação, o velho negro Malaquias, que tinha o dom da vidência, disse ao seu Rei negro que aquela noite ele não deveria levar seus guerreiros, pois muitas mortes poderiam ocorrer, ele deveria ir só, pois apesar de ser muito perigoso seria dessa oportunidade que ele traria um grande aliado nas causas que lutavam.

    Rei Congo com toda sua humildade concordou com o velho Malaquias, e saiu só para essa missão, ao chegar a fazenda em questão, Rei Congo tenta chegar a senzala onde dormiam os negros escravizados. Porém a um certo momento Rei Congo se depara com um dos feitores da fazenda com dezenas de jagunços armados. O feitor o acorrenta em um tronco próximo a senzala, a espera do dia raiar e acatar as ordens do tão famigerado coronel.

    Rei Congo com olhar firme porém sereno, tenta buscar forças nas palavras do velho Malaquias, tentava entender todo o fato, toda a causa do acontecimento. Sabia ele que tudo que acontecera teria uma razão, porém até então não conseguia chegar numa resposta em que aquilo tudo poderia ajudá-lo na luta contra a escravidão.

    O sol raiou, e o feitor que ora tinha acorrentado Rei Congo, tinha um semblante cansado, parecia amargurado. Ele manda um dos seus jagunços levarem a notícia da captura do libertador de escravos ao coronel, que logo vem com as ordens de açoitarem o negro libertador até a morte, e que levassem o corpo dele a té ele, para junto a outros coronéis fazendeiros comemorassem a morte do tão temido Rei Congo.

    E foi dada a missão ao feitor de levar a morte a Rei  Congo por meio da chibata. E ele, o feitor, já preparado para o começo da tortura daquele corpo preso ao tronco de madeira por meio de correntes de aço, quando olha nos olhos de Rei Congo e diz se ele era o tal negro curador de doenças tão conhecido dentro da região por ter curado muitas pessoas da tão medonha doença, que na época era a tuberculose. Rei Congo, ainda com olhar sereno apenas balançou a cabeça afirmativamente. Então o feitor o livra das correntes e  se jogando aos pés de Rei Congo pede a ele para salvar a sua amada que se encontrava tísica, ela estava extremamente enfraquecida e sem nenhuma chance de sobreviver. Rei Congo estendendo a mão ao feitor, lhe pergunta se ele tinha fé, ele responde que sim, então Rei Congo diz que ele ia libertar sim a doce jovem dos males da tuberculose.

    O feitor, sabendo que teria que entregar o corpo de Rei Congo para os coronéis, resolveu então libertá-lo e seguir com ele e sua amada para o Quilombo do Congo. E assim foi feito, nesse mesmo dia saíram fugidos da fazenda rumo ao Monte dos Perdidos, e mesmo durante a viagem Rei Congo fazia seus chás e compressas para o tratamento da jovem Rosa, que dia após dia ia recuperando sua saúde. E ao chegarem a seu destino, com cuidados mais especiais, com o tratamento vindo das ervas e compressas sagradas do velho Congo, Rosa se recuperou totalmente, e em agradecimento o feitor, que tinha o nome de Amadeu, jurou lealdade a Rei Congo, que se transformou em um dos grandes guerreiros libertadores do Quilombo de Rei Congo.

    Apenas os guerreiros de Rei Congo sabiam o caminho correto para chegar ao "Monte dos Perdidos" que já estava sendo conhecido em toda a região como "Quilombo de Rei Congo". Como a quantidade desses guerreiros ainda era baixa, não davam conta de libertarem tantos escravos como era da vontade de Rei Congo, pois as viagens de ida e volta as fazendas eram longas, cansativas e perigosas, ele decidiu então montar pequenos quilombos que servissem de esconderijo para os quilombolas próximo ao quilombo principal, tentando assim conseguir um pouco mais de tempo para aumentar as ações contra a escravidão nas fazendas. Isso infelizmente durou pouco, pois mesmo em matas fechadas esses pequenos quilombos foram descobertos pelos Feitores e seus capatazes, ou pelos Capitães do mato contratados pelos coronéis fazendeiros que estavam a busca de seus escravos.

    Rei Congo então decidiu que mesmo com a demora das viagens e a dificuldade da subida ao "Monte dos Perdidos", seria melhor que os negros libertados fossem levados diretamente para um lugar seguro ao invés de acamparem nos pequenos quilombos a espera de alcançarem um número maior de quilombolas.

    E assim foi feito por longos anos, Rei Congo e seus guerreiros libertavam os seus irmãos escravizados, os levavam para o Quilombo, e lá eles plantavam, criavam animais, constituíram laços, cultuavam seus Orixás, viviam em paz e em liberdade.

    Muitos coronéis por anos tentaram alcançar o tão conhecido e guardado Quilombo de Rei Congo, muitos feitores, capatazes e Capitães do mato perderam suas vidas tentando decifrar o caminho correto que levava ao cume da montanha, mas nenhum desses tiveram êxito em seus
objetivos, pois ali além de ter grandes guerreiros que protegiam a entrada e o caminho do quilombo, tinha um Rei, um Rei protegido pelos Orixás, principalmente por pai Oxalá no qual o velho Rei Congo agradeceu por toda sua vida a luz dada para que ele encontrasse o caminho para sua libertação e a de centenas de irmãos negros.

    No final do século XVII, Rei Congo fez sua passagem para o mundo dos espíritos já com 90 anos de idade no corpo físico, e sendo agraciado por pai Oxalá a benção de poder vir a terra como Entidade de Luz para continuar libertando as pessoas da escravidão, porém com um trabalho ainda mais árduo, pois essa escravidão não são nas correntes de aço frio, mas da escravidão da inveja que consome a alma, da falta de humildade que magoa o espírito, do orgulho que destrói o perdão, da soberba que esmaga o ser, da falta de amor que escurece o caminho e principalmente da falta de fé que lhe desvia da evolução espiritual.


    Rei Congo preto velho calmo e sereno, humilde mas soberano, tem sempre  a palavra certa na hora certa, tem ensinamentos certos pros momentos certos. Com sua voz mansa e seu jeito peculiar de se sentar, ele é reconhecido por toda a Umbanda, e todos que já tiveram a oportunidade de poder ouvir seus conselhos em seu tom de voz sereno,, pode se considerar um abençoado por pai Oxalá..

    Rei Congo meu mentor, meu Vovô eterno, minha luz num caminho escuro, a ti peço a benção e proteção.

    Saravá Vovô Rei Congo, Adorei as Almas.



Autor : Carlos de Ogum.

História da Vovó Maria Conga.


(Pintura de Tia Neiva, Vale do Amanhecer)


Cenas de exaustivo trabalho em plantações de cana. É nisso que Vovó Maria Conga parece estar constantemente envolvida. Gosta de doces, cocada branca em especial, mas não dá demonstrações de ter sido esta sua principal ocupação na encarnação como escrava.
Sentada em um toco de madeira no terreiro contou, certa vez, alguns fatos de sua vida em terra brasileira.

Começou dizendo que só o fato de podermos conviver com nossos filhos é uma grande dádiva. Naquele tempo as negras eram destinadas, entre outras coisas, a procriar, a gerar filhos que delas eram afastados muito cedo, até mesmo antes de serem desmamados. Outras negras alimentavam sua cria, assim como tantos outros “filhotes” foram alimentados pela Mãe Conga. Quase todas as mulheres escravas se transformavam em mães; cuidavam das crianças que chegavam à fazenda, rezando para que seus próprios filhos também encontrassem alento aonde quer que estivessem.

Os orixás africanos, desempenhavam papel fundamental nesta época. Diferentes nações africanas que antes guerreavam, foram obrigadas a se unir na defesa da raça e todos os orixás passaram a trabalhar para todo o povo negro. As mães tomavam conhecimento do destino de seus filhos através das mensagens dos orixás. Eram eles que pediam oferendas em momentos difíceis e era a eles que todos recorriam para afastar a dor.

Maria Conga teve que se utilizar de algumas “mirongas” para deixar de ser uma reprodutora, e assim, pelo fato de ainda ser uma mulher forte, restou-lhe a plantação de cana. A colheita era sempre motivo para muito trabalho e uma espécie de algazarra contagiava o lugar. Enquanto as mulheres cortavam a cana, as crianças, em total rebuliço, arrumavam os fardos para que os homens os carregassem até o local indicado pelo feitor. Foi numa dessas ocasiões que Maria Conga soube que um dos seus filhos, afastado dela quando já sabia andar e falar, era homem forte, trabalhando numa fazenda próxima.

Seu coração transbordou de alegria e nada poderia dissuadi-la da idéia de revê-lo. Passou então a escapar da fazenda, correndo de sol a sol, para admirar a beleza daquele forte negro. Nas primeiras vezes não teve meios de falar com ele, mas os orixás ouviram suas súplicas e não tardou para que os dois pudessem se abraçar e derramar as lágrimas por tanto tempo contidas. Parecia a ela que eles nunca tinham se afastado, pois o amor os mantivera unidos por todo o tempo.
Certa tarde, quase chegando na senzala, a negra foi descoberta. Apanhou bastante, mas não deixou de escapar novamente para reencontrar seu filho. Mais uma vez os brancos a pegaram na fuga, e como ela ainda insistisse uma terceira vez resolveram encerrar a questão: queimaram sua perna direita, um pouco acima da canela, para que ela não mais pudesse correr.

Impossibilitada de ver o filho, com menor capacidade de trabalho, a Vó Maria Conga virou parteira da senzala, passou a cuidar das crianças negras, e de seus doentes. Seu coração se encheu de tristeza ao saber que haviam matado seu filho quando tentava fugir para vê-la.Sua vida mudou. De alegre e tagarela passou a ser muito séria, cuidando do que falava até mesmo com os outros negros. Para as crianças contava histórias de reis negros em terras negras, onde não havia outro senhor. Sábia, experiente e calada, Vovó Maria Conga desencarnou.
Com lágrimas na alma ela acabou seu conto. Disse que só entendeu a medida do amor após a sua morte. Seu filho a esperava sorrindo, guardião que fora da mãe o tempo todo em que aguardava seu retorno ao mundo dos espíritos.

Desconheço o Autor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Laroiê Maria Padilha !!!!!!!




É no clarão da lua cheia, Que sua saia vem rodar, Vem trazer os seus mistérios, Nessa noite de luar. Seu perfume tem amor, Seu olhar é feiticeiro, Seu abraço da calor, Pros Exús desse terreiro.

Ê Padilha,  Você é namoradeira, Casou - se com seu Tranca Ruas, Com Seu Marabô e seu Exú caveira.


Quando for pra encruzilhada, Meus pedidos vou levar, Vou saudar essa mulher, Pro seu axé me acompanhar, Vou dizer - te boa noite, E quanto és amada, Você é moça bonita, Dos Exús da madrugada.

Ê Padilha, Você é namoradeira, Casou - se com seu Tranca Ruas, Com Seu Marabô e seu Exú caveira.


Suas rosas vou levar, Com farofa e dendê, Vou pedir proteção, Porque sei que vou vencer.

Por favor minha senhora tire toda minha dor, Que no balanço da sua saia, Brilha a força do amor.

Ê Padilha, Você é namoradeira, Casou - se com seu Tranca Ruas, Com Seu Marabô e seu Exú caveira.

Você é minha Rainha, Senhora do axé, Canto a Maria Padilha pra mostrar a minha fé, Acredito em você na magia e no amor, É pra você Maria Padilha esse toque do tambor.

Ê Padilha, Você é namoradeira, Casou - se com seu Tranca Ruas, Com Seu Marabô e seu Exú caveira.

(Cantiga do Festival Atabaque de Ouro)

Que Maria Padilha ilumine os caminhos de Todos.

sábado, 29 de novembro de 2014

História da Minha Cigana - Surya do Oriente e um pouco da minha trajetória Espiritual.


Olá aos que ainda me seguem, falo isso, porque muitos nem visitam mais está página, com inteira razão, eu quase não edito este blog, cuido do meu outro blog, mais muito pouco também,entretanto, quero agradecer á quem ainda visita, segue, lê este blog, ele foi idealizado com muito carinho, para o acesso de todos, confesso que as vezes dá vontade de excluir, porém, lembro dessas lindas pessoas que ainda o leem e mais, das pessoas novas que sempre chegam. Acho incrível, um blog com tantos anos, ainda atrair seguidores, com minhas postagens antigas, sobre histórias de ciganas, ciganos e muito mais. Obrigada por vocês, fazerem este blog continuar acontecendo e trazendo novos rumos aos de fé.


Hoje eu vou falar sobre a minha Cigana e como ela se apresentou para mim, todos nós temos, nosso casal de ciganos, normalmente, cada um tem um cigano e uma cigana, porém, isso é variável, podemos ter mais ciganos ou mais ciganas, conforme cuidamos ou desenvolvemos, aparecem outros, ou não. Muitas casas tem regras próprias que determinam isso, tem casa que você só recebe uma Cigana, muitas casas tradicionais que cuidam dos espíritos ciganos tem como regra, que mulheres incorporam ciganas e homens incorporam ciganos, somente isso, sem a troca, conheço casas que mulheres incorporam ciganos e ciganas e homens ciganos, nunca ciganas. E já ouvi falar que casas que o homem incorpora cigana. Na minha casa isso é inadmissível, mas tem outras casas que permitem e tenho também, amigos que falam que isso não existe. Eu não sou ninguém para dizer, se isso é correto, na minha casa, homens não incorporam ciganas, mulheres incorporam ambos, mas se na sua casa ocorre ao contrário, cabe a mim respeitar. O blog não existe para julgamentos e sim para trazer informações.


Voltando para minha história, eu leio mãos (quiromancia) e jogo cartas desde os 11 anos, nunca aprendi, nunca fiz curso, na época não tinha acesso a internet, comecei de brincadeira, com amigos de colégio, depois tudo ficou mais sério. Joguei por muitos anos e li muitas mãos, tudo com intuição e sempre acreditei ter vindo dos meus ciganos. Depois de muito tempo, descobri que o jogo era por intermédio do meu cigano. ele adora jogar. Também era muito difícil para mim, saber sobre eles, pois não incorporo, isso me deixava aflita, pois trabalho muito na Seara umbandista, mas não saber os nomes de algumas entidades me entristecia. Principalmente, não saber o nome da minha cigana. eu ficava com raiva e chateada, porque ela não falava, através de outras entidades, porque fazia isso comigo.


Na minha adolescência, ela apareceu em sonho, usava blusa branca tradicional, saia verde água e um colar de pedras verdes. Todos então "mataram" a charada, falavam, é Esmeralda, conheci inúmeras Ciganas de nome Esmeralda, absolutamente nenhuma falava sobre minha Cigana, nunca falou, nunca citou, voltei - me ao silêncio e pensei, posso até ter Esmeralda, mas não é minha primeira Cigana, a regente. Passaram - se muitos anos e eu só sabia isso, suas cores e as pedras, imaginei que trabalhava com cristais, mas foi só. Até que um dia , quase 7 anos mais tarde, minha cigana "apareceu" para uma médium clarividente, descreveu - se, disse o nome, contou sobre seu clã, essa médium comunicou-me e eu fiquei imensamente feliz. Quando fui procurar seu nome na internet, descobri o quanto é rara, só tem uma lenda sobre ela e eu acredito que muitas coisas parecem com ela, creio que quem escreveu tem ela também, ou uma muito parecida com a minha.



Cigano Josué e Cigana Surya

O Corsário e a Dançarina!


Na Umbanda Sagrada, cada entidade espiritual que se apresenta para o trabalho possui suas particularidades e sua história de vida, mesmo atuando em Falanges onde assumem um único nome. Os Ciganos que pertencem ao Povo do Oriente, costumam apresentar-se com nome, sobrenome e contar detalhadamente sua última vida na terra.



E assim é com o Cigano Josué, o Corsário! Ele nasceu nos Emirados Árabes, era um mouro que sabia locomover-se nas areias escaldantes do deserto Saara e nos mares que circundavam a Ásia, a Europa e a África. Ele era contratado do governo saudita para impedir invasores nas terras da Arábia. Ele podia passar a fio de espada qualquer invasor, confiscar bens e se apossar de navios em nome do Sultão e do Palácio.


Josué viveu muito e viajou muito. Conheceu do mundo tudo o que lhe foi permitido conhecer. Fez amigos e inimigos por onde passou. Sua história era uma lenda e o temiam. Podia ter quantas mulheres quisesse, mas amou apenas uma: Surya, a feiticeira de seu coração... Com quem teve três filhos e quatro filhas. Foi um homem de privilégios e serviu ao sultão por trinta anos, navegando ou escoltando por terra seus comandados e protegidos.


Quando retirou-se do mar, entregou seu cargo a um de seus filhos e viveu seus últimos anos em um Oásis na costa egípcia. Josué e Surya foram felizes e viveram uma vida longa e próspera. Ao desencarnar, Josué tornou-se um Guardião Espiritual a serviço do Reino do Oriente. Surya reencarnou mais duas vezes; em uma delas foi odalisca nas terras da Pérsia (Irã) e depois viveu entre o povo Rom Cigano na Europa. Tanto Surya, quanto Josué passaram a servir a Umbanda Sagrada representando o Povo do Oriente, como ciganos.


Autoria de Ivan Portela e Claudete, retirado do site: http://umbandaempaz.blogspot.com.br/2012/05/josue-e-surya.html


Minha Cigana chama-se Surya do Oriente, ela é uma Cigana Oriental, é um cigana casada, usa lenço simbolizando o casamento e o respeito a Santa Sara Kali, teve muitos filhos e encontrou seu amor em uma das suas vidas, Surya é amorosa, é matriarca, tem um instinto protetor, prioriza a família, trabalha harmonizando os chackras, gosta de pedras, cristais, incensos e água. Não é ligada á muitos oráculos, apesar de conhece-los. Suas cores são o verde água, azul claro e o branco, sempre muito serena, sinto seu espirito como reconfortador, me acalma e me acalenta, como boa mãe cigana, é alegre, porém, não é muito festeira, sorri e derrama amor fraterno pela casa, dança com seu véu e nunca o tira da cabeça.

Salve Cigana Surya do Oriente e Josué seu grande amor.

Salve toda a Falange dos Ciganos Orientais !!!!!!!!!!

Salam Aleico !!!

Optchá !!!!!!!!!










quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pombagira Mirim Padilhinha


" Ô Padilha, Padilhinha, 
Menina Moça, 
da Saia rodadinha ..."

A  Mirim Padilhinha é uma entidade da Linha dos Exus e Pombagiras da Esquerda da Umbanda Sagrada, os Mirins são entidades muito jovens, com desencarne na infância e adolescência, embebido de grande sofrimento. Eles, como todas as outras entidades, são acolhidos pela espiritualidade de luz no Astral e escolhem incorporar na Umbanda, para assim evoluir na sua caminhada espiritual. Após vivência negativa, as mirins começam um lindo trabalho na Gira de Esquerda. Cada Exu ou Pombagira Mirim recebem como tutores Exus e Pombagiras, que com sua experiência os auxiliam e orientam. A Pombagira Mirim Padilhinha tem como tutora, a Senhora Maria Padilha, uma grande guardiã, que pode ou não ter cruzado com ela em sua vida quando encarnada. Os trabalhos nas colonias das Pombagiras são pré determinados e Dona Maria Padilha sempre acolhe meninas em situação de risco espiritual.

As Mirins com o nome de Padilhinha tem algumas características de Dona Maria Padilha, como as Pombagiras Padilha, elas são muito vaidosas, finas, belas e exigentes. Trabalham para Amor, Prosperidade, proteção e assuntos financeiros. 

Padilhinha é esperta, amável e muito compreensiva no terreiro de umbanda, sempre quando procurada, busca auxiliar os consulentes com palavras de carinho, conforto e terno amor, compreende os desejos e loucuras da mente humana e tenta minimizar á dor dos filhos de fé.

Seus Campos de Atuação, Força ou Pontos de Origem são os mesmos das Pombagiras Guardiãs, existem Padilhinhas do Cabaré, da Estrada, da Encruzilhada, do Cruzeiro das Almas, das Almas e da Calunga.

Apreciam bebidas finas, como licores, champanhe, Martini, Contini, porém, algumas gostam de cachaça com refrigerante preto. Também gostam de bombons e doces pretos.

Suas roupas se assemelham com as da Pombagira Padilha, com a diferença de serem mais simples. Usam saia preta e vermelha, vermelha e detalhes dourados, usam colares, jóias e bijuterias com detalhes singelos.

Sua Guia é Preta e Vermelha.

A Pombagira Mirim Padilhinha ama rosas vermelhas, batom vermelho, piteiras pequenas e bons perfumes.

Quando bem tratada, é uma das melhores forças dentro do terreiro de Umbanda.

Laroiê Pombagira Mirim Padilhinha.

" Eu vi atravessando aquela rua,
Uma moça bonita, vestidinha de chita,
Mas ela é a Padilhinha da Calunga, Auê, Auê,
Que arrebentou 7 Catacumbas."

(Ponto adaptado para Mirim Padilhinha -  Domínio Publico)









sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Oxum

(Pintura da Artista Claudia Kringes)



OXUM (ÒSUN) 


Òsun na África 

Oxum é a divindade do rio de mesmo nome que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu. Era, segundo dizem, a segundo mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxossi. 
As mulheres que desejam ter filhos dirigem-se a Oxum, pois ela controla a fecundidade, graças aos laços mantidos com Ìyámi-Àjé ("Minha Mãe Feiticeira"). Sobre este assunto, uma lenda conta que: 

"Quando todos os orixás chegaram a terra, organizaram reuniões onde as mulheres não eram admitidas. Oxum ficou aborrecida por ser posta de lado e não poder participar de todas as deliberações. Para se vingar, tornou as mulheres estéreis e impediu que as atividades desenvolvidas pelos deuses chegassem a resultados favoráveis. Desesperados, os orixás dirigiram-se a Olodumaré e explicaram-lhe que as coisas iam mal sobre a terra, apesar das decisões que tomavam em suas assembléias. Olodumaré perguntou se Oxum participava das reuniões e os orixás responderam que não. Olodumaré explicou-lhes então que, sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nenhum de seus empreendimentos poderia dar certo. De volta a terra, os orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos, o que ela acabou por aceitar depois de muito lhe rogarem. Em seguida, as mulheres tornaram-se fecundas e todos os projetos obtiveram felizes resultados".
Oxum é chamada de Ìyálóòde (Iaodê) título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Além disso, ela é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre a água doce, sem a qual a vida na terra seria impossível. 

Os seus axés são constituídos por pêras do fundo do rio Oxum, de jóias de cobre e de um pente de tartaruga. 
O amor de Oxum pelo cobre, o metal mais precioso do país iorubá nos tempos antigos, é mencionado nas saudações que lhe são dirigidas: 
"Mulher elegante que tem jóias de cobre maciço".
É uma cliente dos mercadores de cobre. 
Oxum limpa suas jóias de cobre antes de limpar seus filhos ". 

(Pintura do Artista Carybé)

Numerosos lugares profundos (ibù), entre Igèdè, onde nasce o rio, e Lke, onde ele deságua na lagoa, são os laçais de residência de Oxum.
Aí, ela é adorada sob nomes diferentes e suas características são distintas uma das outras. Encontramos: 

Yèyé Odò, perto da nascente do rio; 

Òsun Ijùmú, rainha de todas as Oxuns e que , como a que vem a seguir, está em estreita ligação com as bruxas Ìyámi-Àjè;

Òsun Àyálá ou Òsun Ìyánlá, a Avó, que foi a mulher de Ogum;

Òsun Osogbo, cuja fama é grande por ajudar as mulheres a ter filhos;

Òsun Apara, a mais jovem de todas, de gênio guerreiro;

Òsun Abalu, a mais velha de todas;

Òsun Ajagira, muito guerreira;

Yèyé Oga, velha e brigona;

Yèyé Olóko, que vive na floresta;

Yèyé Ipetú;

Yèyé Morin ou Iberin, feminina e elegante;

Yèyé Kare, muito guerreira;

Yèyé Oníra, guerreira;

Yèyé Oke, muito guerreira;

Òsun Pòpòlókun, cujo culto é realizado próximo à lagoa e que, diz-se no Brasil, não sobe à cabeça das pessoas. 


Sobre Òsun Àyálá, também chamada de Òsun Ìyánlá, a Avó, diz-se que era uma mulher poderosa e guerreira, que ajudava Ogum Alagbedé, seu esposo, na forja, da mesma maneira que Oiá. Ogum forjava e, quando o ferro começava a esfriar, ele o colocava no fogo, atiçado por oxum que fazia funcionar os foles em cadência. O barulho que eles faziam, kutu, kutu, kutu, era ritmado e parecia que Oxum tocava um instrumento de música. Um Egúngún que passava pela rua se pôs a dançar, inspirado pelo som que provinha dos foles . Os passantes maravilhados testemunharam seu contentamento oferecendo dinheiro. Muito honestamente. Egúngún entregou metade da soma recolhida a Oxum, a Avó, o que lhe valeu ser denominada de: 
"Tocadora de música num fole para fazer dançar Egúngún". 
Proprietária do fole que sussurra como a chuva, 
E cuja tosse ressoa como urra o elefante.

(Pintura de Agnes do Santo)

Segundo Epega, os reis Awaùjalè de Ijebu-Erê, em Eriti, e de Ijebu-Odê, em Ijebu, saúdam Oxum dizendo: "Minha Mãe". 
Laços muito estreitos existem entre Oxum e os reis de Oxogbô. Neste lugar, a festa anual das oferendas a Oxum é uma comemoração pela chegada de Laro, fundador da dinastia, às margens deste rio cujas águas correm permanentemente. Laro, depois de muitas atribulações, achando o local favorável ao estabelecimento de uma cidade, aí se fixou com a sua gente. Alguma dias depois de sua chegada, uma de suas filhas foi banhar-se no rio e desapareceu sob as águas. Reapareceu no dia seguinte, soberbamente vestida, declarando ter sido muito bem acolhida pela divindade do rio. Laro, para demonstrar a sua gratidão, dedicou-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, as comidas que Laro havia jogado nas águas. Um grande peixe, que nadava próximo ao local onde este se encontrava, cuspiu-lhe água. Laro recolheu esta água numa cabaça e bebeu, fazendo assim um pacto de aliança com o rio. Estendeu, depois, as duas mãos para frente e o grande peixe saltou sobre elas. Laro recebeu o título de Atóója – contração da frase iorubá A téwó gbáà ejá (Ele estende as mãos e recebe o peixe) e declarou: Òsun gbo (Oxum está em estado de maturidade), suas águas serão sempre abundantes. Essa foi à origem do nome da cidade de Oxogbô. 

(Pintura de Jerry D' Oxóssi)

No dia da festa anual, Atáója vai solenemente até as margens do rio. Tem a cabeça coberta por uma coroa monumental feita com pequenas miçangas reunidas e é vestido com pesada roupa de veludo. Anda com calma e gravidade, rodeado por suas mulheres e seus dignitários. Nessa procissão anual, uma de suas filhas leva a cabaça contendo os objetos sagrados de Oxum. É a Arugbá Òsun (aquele que leva a cabaça de Oxum). Ela representa a moça que outrora desapareceu no rio. Sua pessoa é sagrada, e o próprio rei inclina-se à sua frente. Depois que atinge a idade da puberdade, ela não pode mais preencher essa função. Mas, pela graça de Oxum, a descendência de Atáója é sempre numerosa, não faltando, pois, a possibilidade de se encontrar uma Arugbá Òsun disponível. 
Atáója senta-se numa clareira e acolhe as pessoas que vêm assistir à cerimônia. Os reis e os chefes das cidades vizinhas estão todos presentes ou enviam representantes. As delegações chegam, uma após outra, acompanhadas de músicos. Trocas de saudações, prosternações e danças sucedem-se como formas de cortesia recíprocas, com animação crescente. Ao final da manhã, atáója, acompanhado do seu povo e dos seus hóspedes, aproxima-se do rio e aí manda lançar oferendas e comidas, no mesmo lugar onde Laro o fizera outrora. Os peixes as disputam sob o olhar atento das sacerdotisas de Oxum. 
A seguir, Atáója dirige-se até as proximidades de um pequeno templo vizinho e senta-se sobre a pedra – Òkúta Laro -, onde seu ancestral Laro havia repousado em outros tempos. A adivinhação é feita para saber se Oxum está satisfeita e se ela tem vontades a exprimir. Atáója volta em seguida para a clareira, onde recebe e trata seus convidados com uma generosidade digna da reputação de Oxum, a rainha de todos os rios.

(Desconheço o autor(a) quem souber, favor informar para ser dado os devidos créditos)

Oxum no Novo Mundo 


No Brasil e em Cuba, os adeptos de Oxum usam colares de contas de vidro de cor amarelo-ouro e numerosos braceletes de latão. O dia da semana consagrado a ela é o sábado e é saudada, como na África, pela expressão "Ore Yèyé o!!!" ("Chamemos a benevolência da Mãe !!!"). 


É recomendável fazer sacrifícios de cabras a Oxum e oferecer-lhe prato de mulukun (mistura de cebolas, feijão-fradinho, sal e camarões) e de adum (farinha de milho misturada com mel de abelha e azeite doce). A sua dança lembra o comportamento de uma mulher vaidosa e sedutora que vai ao rio se banhar, enfeita-se com colares, agita os braços para fazer tilintar seus braceletes, abana-se graciosamente e contempla-se com satisfação num espelho. O ritmo que acompanha as suas danças denomina-se "ijexá", nome de uma região da África, por onde corre o rio Oxum. 

No Brasil, ela é sincretizada com Nossa Senhora das Candeias, na Bahia, e Nossa Senhora dos 

Prazeres, no Cuba ela o é com Nuestra Señora de la Caridad Del Cobre. 


Arquétipo 


O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolos do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais,porém mais reservadas que Oiá. Elas evitam chocar a opinião pública, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora esconde uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social.


Esse texto foi retirado do livro: "Orixás" de Pierre Fatumbí Verger.


Dezembro - Mês das Iabás

Axé a todos !!!!! Saravá pra quem é de Saravá.
Salve o Povo da Umbanda. Salve os Filhos de Fé. Salve os Filhos de Pemba.



O mês de dezembro é considerado por terreiros umbandistas o mês dos encerramentos de suas atividades, o período de renovação de votos, ou de obrigações, são amacis e pequenos reforços para abençoar a cabeça dos filhos. Esse também é o período que os centros dedicam-se a homenagens as mães da Umbanda, as Iabás. As Iabás são os Orixás Femininos cultuados, elas recebem oferendas e agradecimentos devido as santas que foram sincretizadas. O candomblé por sua vez cultua as Iyabás em Maio por ser mês das Mães.



As Iyabás são as mães, as santas, as mulheres guerreiras, as senhoras que povoam nosso ori, nosso interior espiritual. Na Umbanda são elas Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã. E no Candomblé são estas, com adição das não cultuadas em Umbanda, que seriam : Obá e Ewá.

Oxum, mãe doce, mãe amável, senhora das cachoeiras, pois seu domínio são as águas doces, dentre eles rios, lagos, riachos e lagoas. Oxum é vaidosa, é ciumenta, é bela e por ser mãe, os africanos a sincretizaram com as mães da igreja católica, pois identificaram que Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora Aparecida, entre outras, são para os devotos, mães que os abençoam e protegem através de seu manto sagrado. Cada lugar no País cultua Oxum na umbanda de alguma forma, não importa se tem em seu altar, Nossa Senhora da Conceição ( Rio de Janeiro) ou Nossa Senhora Aparecida ( São Paulo) todos veneram a Senhora Dourada, Mãe acolhedora que é Osun.




Só temos que ter consciência de que Oxum é Oxum, e Nossa Senhora é Nossa Senhora. O sincretismo foi apenas um artificio dos Escravos em sua época, para que perdurasse suas tradições Religiosas. Após muitos anos de luta e discriminações, eles conseguiram separar a figura católica do seu culto afro, ainda que alguns sigam a liturgia católica para os festivos e dedicações, assim como se faz no candomblé do recôncavo baiano. A Bahia berço do Candomblé genuinamente Brasileiro, pois o culto é completamente diferente do Africano, é um dos lugares que tem muito arraigado tradições unindo a fé católica e a crença aos Orixás. Exemplo maior que a Lavagem da Igreja do Bonfim e as Homenagens a Oyá no dia 04 de dezembro provam isso.


Mas voltando a falar de Umbanda, Dezembro é o mês que muitos umbandistas consideram para reverenciar suas Santas Iyabás, e é por isso que fiz essa breve postagem, para falar delas.  Abrirei uma série de Postagem falando das Iyabás da Umbanda e do Candomblé.








Um Agradecimento Especial

Queridos Leitores, Seguidores, Amigos e Amores !! Meu Axé, minha benção, meu abraço de conforto, luz e paz de Deus a nós todos. As desculpas que já vem de forma recorrente, mais uma vez, é o que lhes peço. Desculpem - me pela ausência, dessa vez ultrapassando dias, meses, foram anos sem escrever e sei que vocês não merecem isso. Porém minha vida tem passado por tantas turbulências, que o meu interesse em postar já não é mais como antigamente, hoje me ocupo de tantos afazeres, que tenho um tempo minimo para dedicar-me aos prazeres da vida e as simples alegrias.


Desculpas a parte, é com carinho que retribuo o Blog http://magiadosciganosdooriente.blogspot.com.br/ da amiga Sofia Clara e lhe digo que a admiração é mutua. Adorei suas mensagens ciganas e as irradiações dos espíritos de luz que Sofia  canaliza com respeito e amorosidade.



Sofia  muito obrigada pela mensagem iluminada, pela citação, recepção e sinta - se sempre bem vinda nos meus humildes blogs.



Sofia quer dizer Sabedoria e coincidências ou não, meu nome quer dizer velha, antiga, sábia rs

Não sinto - me assim e digo que você Sofia  Clara tem muita sabedoria, pois lidar com os espíritos do Povo Cigano, Povo maravilhoso, é ser escolhida espiritualmente para belas missões.


Eu lhe desejo Bençãos e Sucesso sempre.



Um Abraço Fraterno.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Texto Umbandista : Quantos filhos tem sua casa ?


Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa tem?”.
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta. E assim foi no sábado pouco antes de iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou para colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.



O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns porque queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira havia um momento de estudo no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e, viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta feira haveria um trabalho na Lina do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente apareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:
─ Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
─ Contei 43 minha mãe – respondeu.
─ Não, filhos de verdade tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
─ E os outros?
─ Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa ‘melhor’, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabarem os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
─ E por que a senhora não impõe regras para mudar isso?
─ Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante, a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos os seres…
E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?
Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro?
Agora reflita em suas ações e pergunte pro seu coração…
Você é filho ou sobrinho?
Desconheço o Autor deste sábio Texto .


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