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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pombagira Mirim Padilhinha


" Ô Padilha, Padilhinha, 
Menina Moça, 
da Saia rodadinha ..."

A  Mirim Padilhinha é uma entidade da Linha dos Exus e Pombagiras da Esquerda da Umbanda Sagrada, os Mirins são entidades muito jovens, com desencarne na infância e adolescência, embebido de grande sofrimento. Eles, como todas as outras entidades, são acolhidos pela espiritualidade de luz no Astral e escolhem incorporar na Umbanda, para assim evoluir na sua caminhada espiritual. Após vivência negativa, as mirins começam um lindo trabalho na Gira de Esquerda. Cada Exu ou Pombagira Mirim recebem como tutores Exus e Pombagiras, que com sua experiência os auxiliam e orientam. A Pombagira Mirim Padilhinha tem como tutora, a Senhora Maria Padilha, uma grande guardiã, que pode ou não ter cruzado com ela em sua vida quando encarnada. Os trabalhos nas colonias das Pombagiras são pré determinados e Dona Maria Padilha sempre acolhe meninas em situação de risco espiritual.

As Mirins com o nome de Padilhinha tem algumas características de Dona Maria Padilha, como as Pombagiras Padilha, elas são muito vaidosas, finas, belas e exigentes. Trabalham para Amor, Prosperidade, proteção e assuntos financeiros. 

Padilhinha é esperta, amável e muito compreensiva no terreiro de umbanda, sempre quando procurada, busca auxiliar os consulentes com palavras de carinho, conforto e terno amor, compreende os desejos e loucuras da mente humana e tenta minimizar á dor dos filhos de fé.

Seus Campos de Atuação, Força ou Pontos de Origem são os mesmos das Pombagiras Guardiãs, existem Padilhinhas do Cabaré, da Estrada, da Encruzilhada, do Cruzeiro das Almas, das Almas e da Calunga.

Apreciam bebidas finas, como licores, champanhe, Martini, Contini, porém, algumas gostam de cachaça com refrigerante preto. Também gostam de bombons e doces pretos.

Suas roupas se assemelham com as da Pombagira Padilha, com a diferença de serem mais simples. Usam saia preta e vermelha, vermelha e detalhes dourados, usam colares, jóias e bijuterias com detalhes singelos.

Sua Guia é Preta e Vermelha.

A Pombagira Mirim Padilhinha ama rosas vermelhas, batom vermelho, piteiras pequenas e bons perfumes.

Quando bem tratada, é uma das melhores forças dentro do terreiro de Umbanda.

Laroiê Pombagira Mirim Padilhinha.

" Eu vi atravessando aquela rua,
Uma moça bonita, vestidinha de chita,
Mas ela é a Padilhinha da Calunga, Auê, Auê,
Que arrebentou 7 Catacumbas."

(Ponto adaptado para Mirim Padilhinha -  Domínio Publico)









sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Oxum

(Pintura da Artista Claudia Kringes)



OXUM (ÒSUN) 


Òsun na África 

Oxum é a divindade do rio de mesmo nome que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu. Era, segundo dizem, a segundo mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxossi. 
As mulheres que desejam ter filhos dirigem-se a Oxum, pois ela controla a fecundidade, graças aos laços mantidos com Ìyámi-Àjé ("Minha Mãe Feiticeira"). Sobre este assunto, uma lenda conta que: 

"Quando todos os orixás chegaram a terra, organizaram reuniões onde as mulheres não eram admitidas. Oxum ficou aborrecida por ser posta de lado e não poder participar de todas as deliberações. Para se vingar, tornou as mulheres estéreis e impediu que as atividades desenvolvidas pelos deuses chegassem a resultados favoráveis. Desesperados, os orixás dirigiram-se a Olodumaré e explicaram-lhe que as coisas iam mal sobre a terra, apesar das decisões que tomavam em suas assembléias. Olodumaré perguntou se Oxum participava das reuniões e os orixás responderam que não. Olodumaré explicou-lhes então que, sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nenhum de seus empreendimentos poderia dar certo. De volta a terra, os orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos, o que ela acabou por aceitar depois de muito lhe rogarem. Em seguida, as mulheres tornaram-se fecundas e todos os projetos obtiveram felizes resultados".
Oxum é chamada de Ìyálóòde (Iaodê) título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Além disso, ela é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre a água doce, sem a qual a vida na terra seria impossível. 

Os seus axés são constituídos por pêras do fundo do rio Oxum, de jóias de cobre e de um pente de tartaruga. 
O amor de Oxum pelo cobre, o metal mais precioso do país iorubá nos tempos antigos, é mencionado nas saudações que lhe são dirigidas: 
"Mulher elegante que tem jóias de cobre maciço".
É uma cliente dos mercadores de cobre. 
Oxum limpa suas jóias de cobre antes de limpar seus filhos ". 

(Pintura do Artista Carybé)

Numerosos lugares profundos (ibù), entre Igèdè, onde nasce o rio, e Lke, onde ele deságua na lagoa, são os laçais de residência de Oxum.
Aí, ela é adorada sob nomes diferentes e suas características são distintas uma das outras. Encontramos: 

Yèyé Odò, perto da nascente do rio; 

Òsun Ijùmú, rainha de todas as Oxuns e que , como a que vem a seguir, está em estreita ligação com as bruxas Ìyámi-Àjè;

Òsun Àyálá ou Òsun Ìyánlá, a Avó, que foi a mulher de Ogum;

Òsun Osogbo, cuja fama é grande por ajudar as mulheres a ter filhos;

Òsun Apara, a mais jovem de todas, de gênio guerreiro;

Òsun Abalu, a mais velha de todas;

Òsun Ajagira, muito guerreira;

Yèyé Oga, velha e brigona;

Yèyé Olóko, que vive na floresta;

Yèyé Ipetú;

Yèyé Morin ou Iberin, feminina e elegante;

Yèyé Kare, muito guerreira;

Yèyé Oníra, guerreira;

Yèyé Oke, muito guerreira;

Òsun Pòpòlókun, cujo culto é realizado próximo à lagoa e que, diz-se no Brasil, não sobe à cabeça das pessoas. 


Sobre Òsun Àyálá, também chamada de Òsun Ìyánlá, a Avó, diz-se que era uma mulher poderosa e guerreira, que ajudava Ogum Alagbedé, seu esposo, na forja, da mesma maneira que Oiá. Ogum forjava e, quando o ferro começava a esfriar, ele o colocava no fogo, atiçado por oxum que fazia funcionar os foles em cadência. O barulho que eles faziam, kutu, kutu, kutu, era ritmado e parecia que Oxum tocava um instrumento de música. Um Egúngún que passava pela rua se pôs a dançar, inspirado pelo som que provinha dos foles . Os passantes maravilhados testemunharam seu contentamento oferecendo dinheiro. Muito honestamente. Egúngún entregou metade da soma recolhida a Oxum, a Avó, o que lhe valeu ser denominada de: 
"Tocadora de música num fole para fazer dançar Egúngún". 
Proprietária do fole que sussurra como a chuva, 
E cuja tosse ressoa como urra o elefante.

(Pintura de Agnes do Santo)

Segundo Epega, os reis Awaùjalè de Ijebu-Erê, em Eriti, e de Ijebu-Odê, em Ijebu, saúdam Oxum dizendo: "Minha Mãe". 
Laços muito estreitos existem entre Oxum e os reis de Oxogbô. Neste lugar, a festa anual das oferendas a Oxum é uma comemoração pela chegada de Laro, fundador da dinastia, às margens deste rio cujas águas correm permanentemente. Laro, depois de muitas atribulações, achando o local favorável ao estabelecimento de uma cidade, aí se fixou com a sua gente. Alguma dias depois de sua chegada, uma de suas filhas foi banhar-se no rio e desapareceu sob as águas. Reapareceu no dia seguinte, soberbamente vestida, declarando ter sido muito bem acolhida pela divindade do rio. Laro, para demonstrar a sua gratidão, dedicou-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, as comidas que Laro havia jogado nas águas. Um grande peixe, que nadava próximo ao local onde este se encontrava, cuspiu-lhe água. Laro recolheu esta água numa cabaça e bebeu, fazendo assim um pacto de aliança com o rio. Estendeu, depois, as duas mãos para frente e o grande peixe saltou sobre elas. Laro recebeu o título de Atóója – contração da frase iorubá A téwó gbáà ejá (Ele estende as mãos e recebe o peixe) e declarou: Òsun gbo (Oxum está em estado de maturidade), suas águas serão sempre abundantes. Essa foi à origem do nome da cidade de Oxogbô. 

(Pintura de Jerry D' Oxóssi)

No dia da festa anual, Atáója vai solenemente até as margens do rio. Tem a cabeça coberta por uma coroa monumental feita com pequenas miçangas reunidas e é vestido com pesada roupa de veludo. Anda com calma e gravidade, rodeado por suas mulheres e seus dignitários. Nessa procissão anual, uma de suas filhas leva a cabaça contendo os objetos sagrados de Oxum. É a Arugbá Òsun (aquele que leva a cabaça de Oxum). Ela representa a moça que outrora desapareceu no rio. Sua pessoa é sagrada, e o próprio rei inclina-se à sua frente. Depois que atinge a idade da puberdade, ela não pode mais preencher essa função. Mas, pela graça de Oxum, a descendência de Atáója é sempre numerosa, não faltando, pois, a possibilidade de se encontrar uma Arugbá Òsun disponível. 
Atáója senta-se numa clareira e acolhe as pessoas que vêm assistir à cerimônia. Os reis e os chefes das cidades vizinhas estão todos presentes ou enviam representantes. As delegações chegam, uma após outra, acompanhadas de músicos. Trocas de saudações, prosternações e danças sucedem-se como formas de cortesia recíprocas, com animação crescente. Ao final da manhã, atáója, acompanhado do seu povo e dos seus hóspedes, aproxima-se do rio e aí manda lançar oferendas e comidas, no mesmo lugar onde Laro o fizera outrora. Os peixes as disputam sob o olhar atento das sacerdotisas de Oxum. 
A seguir, Atáója dirige-se até as proximidades de um pequeno templo vizinho e senta-se sobre a pedra – Òkúta Laro -, onde seu ancestral Laro havia repousado em outros tempos. A adivinhação é feita para saber se Oxum está satisfeita e se ela tem vontades a exprimir. Atáója volta em seguida para a clareira, onde recebe e trata seus convidados com uma generosidade digna da reputação de Oxum, a rainha de todos os rios.

(Desconheço o autor(a) quem souber, favor informar para ser dado os devidos créditos)

Oxum no Novo Mundo 


No Brasil e em Cuba, os adeptos de Oxum usam colares de contas de vidro de cor amarelo-ouro e numerosos braceletes de latão. O dia da semana consagrado a ela é o sábado e é saudada, como na África, pela expressão "Ore Yèyé o!!!" ("Chamemos a benevolência da Mãe !!!"). 


É recomendável fazer sacrifícios de cabras a Oxum e oferecer-lhe prato de mulukun (mistura de cebolas, feijão-fradinho, sal e camarões) e de adum (farinha de milho misturada com mel de abelha e azeite doce). A sua dança lembra o comportamento de uma mulher vaidosa e sedutora que vai ao rio se banhar, enfeita-se com colares, agita os braços para fazer tilintar seus braceletes, abana-se graciosamente e contempla-se com satisfação num espelho. O ritmo que acompanha as suas danças denomina-se "ijexá", nome de uma região da África, por onde corre o rio Oxum. 

No Brasil, ela é sincretizada com Nossa Senhora das Candeias, na Bahia, e Nossa Senhora dos 

Prazeres, no Cuba ela o é com Nuestra Señora de la Caridad Del Cobre. 


Arquétipo 


O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolos do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais,porém mais reservadas que Oiá. Elas evitam chocar a opinião pública, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora esconde uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social.


Esse texto foi retirado do livro: "Orixás" de Pierre Fatumbí Verger.


Dezembro - Mês das Iabás

Axé a todos !!!!! Saravá pra quem é de Saravá.
Salve o Povo da Umbanda. Salve os Filhos de Fé. Salve os Filhos de Pemba.



O mês de dezembro é considerado por terreiros umbandistas o mês dos encerramentos de suas atividades, o período de renovação de votos, ou de obrigações, são amacis e pequenos reforços para abençoar a cabeça dos filhos. Esse também é o período que os centros dedicam-se a homenagens as mães da Umbanda, as Iabás. As Iabás são os Orixás Femininos cultuados, elas recebem oferendas e agradecimentos devido as santas que foram sincretizadas. O candomblé por sua vez cultua as Iyabás em Maio por ser mês das Mães.



As Iyabás são as mães, as santas, as mulheres guerreiras, as senhoras que povoam nosso ori, nosso interior espiritual. Na Umbanda são elas Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã. E no Candomblé são estas, com adição das não cultuadas em Umbanda, que seriam : Obá e Ewá.

Oxum, mãe doce, mãe amável, senhora das cachoeiras, pois seu domínio são as águas doces, dentre eles rios, lagos, riachos e lagoas. Oxum é vaidosa, é ciumenta, é bela e por ser mãe, os africanos a sincretizaram com as mães da igreja católica, pois identificaram que Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora Aparecida, entre outras, são para os devotos, mães que os abençoam e protegem através de seu manto sagrado. Cada lugar no País cultua Oxum na umbanda de alguma forma, não importa se tem em seu altar, Nossa Senhora da Conceição ( Rio de Janeiro) ou Nossa Senhora Aparecida ( São Paulo) todos veneram a Senhora Dourada, Mãe acolhedora que é Osun.




Só temos que ter consciência de que Oxum é Oxum, e Nossa Senhora é Nossa Senhora. O sincretismo foi apenas um artificio dos Escravos em sua época, para que perdurasse suas tradições Religiosas. Após muitos anos de luta e discriminações, eles conseguiram separar a figura católica do seu culto afro, ainda que alguns sigam a liturgia católica para os festivos e dedicações, assim como se faz no candomblé do recôncavo baiano. A Bahia berço do Candomblé genuinamente Brasileiro, pois o culto é completamente diferente do Africano, é um dos lugares que tem muito arraigado tradições unindo a fé católica e a crença aos Orixás. Exemplo maior que a Lavagem da Igreja do Bonfim e as Homenagens a Oyá no dia 04 de dezembro provam isso.


Mas voltando a falar de Umbanda, Dezembro é o mês que muitos umbandistas consideram para reverenciar suas Santas Iyabás, e é por isso que fiz essa breve postagem, para falar delas.  Abrirei uma série de Postagem falando das Iyabás da Umbanda e do Candomblé.








Um Agradecimento Especial

Queridos Leitores, Seguidores, Amigos e Amores !! Meu Axé, minha benção, meu abraço de conforto, luz e paz de Deus a nós todos. As desculpas que já vem de forma recorrente, mais uma vez, é o que lhes peço. Desculpem - me pela ausência, dessa vez ultrapassando dias, meses, foram anos sem escrever e sei que vocês não merecem isso. Porém minha vida tem passado por tantas turbulências, que o meu interesse em postar já não é mais como antigamente, hoje me ocupo de tantos afazeres, que tenho um tempo minimo para dedicar-me aos prazeres da vida e as simples alegrias.


Desculpas a parte, é com carinho que retribuo o Blog http://magiadosciganosdooriente.blogspot.com.br/ da amiga Sofia Clara e lhe digo que a admiração é mutua. Adorei suas mensagens ciganas e as irradiações dos espíritos de luz que Sofia  canaliza com respeito e amorosidade.



Sofia  muito obrigada pela mensagem iluminada, pela citação, recepção e sinta - se sempre bem vinda nos meus humildes blogs.



Sofia quer dizer Sabedoria e coincidências ou não, meu nome quer dizer velha, antiga, sábia rs

Não sinto - me assim e digo que você Sofia  Clara tem muita sabedoria, pois lidar com os espíritos do Povo Cigano, Povo maravilhoso, é ser escolhida espiritualmente para belas missões.


Eu lhe desejo Bençãos e Sucesso sempre.



Um Abraço Fraterno.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Texto Umbandista : Quantos filhos tem sua casa ?


Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa tem?”.
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta. E assim foi no sábado pouco antes de iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou para colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.



O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns porque queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira havia um momento de estudo no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e, viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta feira haveria um trabalho na Lina do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente apareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:
─ Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
─ Contei 43 minha mãe – respondeu.
─ Não, filhos de verdade tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
─ E os outros?
─ Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa ‘melhor’, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabarem os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
─ E por que a senhora não impõe regras para mudar isso?
─ Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante, a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos os seres…
E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?
Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro?
Agora reflita em suas ações e pergunte pro seu coração…
Você é filho ou sobrinho?
Desconheço o Autor deste sábio Texto .


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prâna :


É a energia cósmica do universo (pelo menos a parte que está acessível à nossa dimensão). Os hindus a chamam de Prana (ou Purana), os chineses de Chi (ou Ki), Wilhelm Reich chamava de Orgone, e no espiritismo se conhece por Energia imanente (ou primária).

Prana é a soma total das energias manifestadas no universo; elas atuam na natureza e em todos poderes latentes ocultos no homem. Sabemos que o calor, a luz, a eletricidade, o magnetismo e muitos poderes psíquicos são manifestações do Prana. As forças físicas e mentais estão no Prana, pois este atua sobre cada plano do Ser, desde o mais elevado ao mais baixo. O Prana relaciona-se com a mente e esta se relaciona com a vontade e por meio da vontade, a alma individual se vincula ao SUPREMO SER - Prana liga o corpo astral e mental ao corpo físico e sua porta de entrada é o Duplo Etérico, onde estão situados os Centros de Força, denominados de Chakras.




Pode ser visto em dias de sol, com o céu bem aberto. Para isso, fiquem deitados de costas, olhando para o céu. Após algum tempo a vista relaxa, abrindo o campo da retina, e será possível ver minúsculas bolinhas brancas, às vezes com um pronto preto. Surgem por um segundo ou dois, deixam um ligeiro traço e tornam a desaparecer. Se você persistir na observação e expandir a visão, começará a ver que todo o campo pulsa num ritmo sincronizado. Nos dias de sol, as bolinhas de energia, brilhantes, movem-se depressa. Nos dias enevoados, mais translúcidas, movem-se devagar e são em menor número. Numa cidade envolta em névoa e fumaça, são menos ambundantes, escuras, e movem-se muito devagar.





No Oriente dá-se o maior valor à respiração, pois é através dela que retiramos a energia para o nosso veículo extrafísico. Nós fazemos isso toda noite, ao dormir. O corpo astral fica planando pouco acima do físico pra poder "se encher" de prana (através dos chakras). Infelizmente isso é um processo inconsciente e poucos lembram de algo assim. Mas existem técnicas e mais técnicas de Yoga pra absorção do Prana acordados. Recomenda-se fazer isso logo pela manhã, pois o ar é mais rico em energia. Uma outra técnica, aprendida com Oráculo, recomenda que se coloque um copo com água pra receber os primeiros raios do sol. Assim, a água se energiza, pois ela absorve muito prana. É dessa forma que o planeta se limpa dos miasmas mentais de seus habitantes. Imagine a poluição mental que fica no ar com tanto stress, violência, desesperança, fome, etc. A chuva é um bálsamo, pois os pingos, ao caírem, vão "recolhendo" o prana da atmosfera e, como flechas, destroem as energias do pensamento de baixa vibração (que por isso mesmo ficam poluindo o ar mental, como nuvens de CO2 poluem o ar físico). 




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Aura ;



A aura, segundo várias religiões e tradições esotéricas, é um elemento etéreo, imaterial, que emana e envolve seres ou objetos; é, por vezes, também considerada como um atributo inerente aos seres vivos. Assim, ela é um campo energético que envolve o nosso corpo físico e nos dá toda a leitura emocional do nosso corpo físico. Nossos medos, nossas angústias, nossas raivas, enfim, todo o emocional. 



Nossa aura tem Sete faixas, cada faixa tem uma cor, cada cor está relacionada com a cor dos nossos chakras. Assim, quando você está de bem com a vida,num estado de espírito muito bom, as cores da aura são bem vivas e bem fortes. 





Segundo estas tradições, a forma e a cor da aura refletem o estado físico, mental e emocional da pessoa. Problemas de ordem física e/ou psicológica, ao alimentar sentimentos negativos, dariam à aura uma cor escura, como o marrom; cores claras significariam que a pessoa goza de boa saúde emocional. A aura é visualizável quando a vibração está dentro do espectro da luz entre o vermelho e o violeta.




Emoções conscientes tendem a modificar a cor da pele da pessoa observada, dando às vezes uma impressão de alteração da sua textura. Estados emocionais semi-conscientes teriam maior propensão a projetar um halo luminoso, de uma distância de alguns centímetros até um metro do corpo, o que cria um efeito de campo detectável por quem esteja próxima, uma explicação para produção de simpatias ou antipatias, aparentemente gratuitas, mas que são efeitos de um fenômeno similar à influência de um campo magnético.





A existência da aura não é comprovada cientificamente. 


Muitas vezes ligada ao fenômeno, a fotografia Kirlian não é uma representação da aura e sim uma imagem do campo bioelétrico


Fonte : Wikipedia.

sábado, 3 de setembro de 2011

Pós Ritualísticos e suas Funções no Candomblé .


Efun é um nome jeje-nago dado a vários tipos de pó, utilizados nos rituais afros brasileiro. É muito mais conhecido pelos leigos e o povo da umbanda como pemba, nomenclatura utilizada pela nação angola.


Tipos de Efun

Efun ou pemba mineral é um pó retirado de calcário, que são encontrados na natureza em várias cores, também chamada de tabatinga. É utilizado na feitura de santo que serve para pintar o corpo do neófito, chamada de efum fum (pó branco).

Efun ou pemba vegetal é um pó retirado de frutos tipo: obioroboaridan, pichurin, noz-moscada e folhas sagradas. A mistura do efun mineral e o efum vegetal recebem o nome de atin e só deve ser preparada pela iyaefun ou iyalorixa. A farinha de mandioca é chamada naturalmente de efun nos terreiros de candomblé.

Efun ou pemba animal é um pó retirado de ossos e cartilagens dos animais utilizados em sacrifícios aos orixás. Esta extração deve ser feita pelo axogun ou babalorixá, entrando na preparação de assentamento de orixá.

Referências

Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas.

Fonte: Wikipédia.




 Efun: É um potente giz branco empregado nas pinturas iniciáticas de todos os Orixás, principalmente os Orixás funfun. É considerado muito sagrado, trás o equilíbrio, tranqüilidade, paz e paciência. Muito empregado no preparo de diversas fórmulas para varias finalidades. Faz parte do ase de sangue branco do reino mineral.

Artigo do Blog Cultura Africana.



Osùn, ossun ou pó de ierosun como é chamado pelo povo do santo e pelos babalawos, são feitos de dois tipos de árvores a Baphia nítida que tem uma cor vermelha e Pterocarpus osunque tem uma cor amarela.


Utilidades

O pó da Baphia nitida que tem a cor vermelha é utilizado em vários rituais do candomblé, na construção de assentamentos de orixá igba orixá, nas pinturas sagradas da iniciação Keto, principalmente na construção do adosun (um cone que fica no centro da cabeça do iaô) com a função de transmitir o poder espiritual chamado de axé e livrá-lo do infortúnio gerado por uma das Iyami-Ajé.


O pó da Pterocarpus osun que tem a cor amarela é utilizado nos rituais sagrados de IfáOrumiláOduduwa, alguns orixás e orixá funfun, muito utilizado para formar os gráficos de odu no Opon-Ifá e na preparação do merindilogun.


Wáji ou Uaji é um tipo de pó azul, chamado pelo povo de santo de índigo extraído da árvore Indigofera (sp. Leguminosae Papilionoideae).

Utilidade

Este pó é utilizado em inúmeros rituais do candomblé, principalmente para assentamentos de orixá "igba orixá", na feitura de santo sobre a cabeça do iaôelegun e todos iniciados, no sentido proteger contra as mazelas espirituais, materiais e psíquica, principalmente da negatividade de Iyami.

Referências
Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas.

Fonte: Wikipédia.




Candomblé :


A Importância dos Mitos no Candomblé

O culto dos orixás remonta de muitos séculos, talvez sendo um dos mais antigos cultos religiosos de toda história da humanidade.

O objetivo principal deste culto é o equilíbrio entre o ser humano e a divindade aí chamada de orixá.

A religião de orixá tem por base ensinamentos que são passados de geração a geração de forma oral.

Basicamente este culto está assim organizado:

1o Olorun - Senhor Supremo ou Deus Todo Poderoso ( Senhor do Orun) 

2o Olodumare – Senhor do Destino 

3o Orunmilá – Divindade da Sabedoria (Senhor do Oráculo de Ifá e dos destinos) 

4o Orixá – Divindade de Comunicação entre Olodumare e os homens, também chamado de elegun , onde a palavra elegun quer dizer "aquele que pode ser possuído pelo Orixá" 

5o Egungun – Espíritos dos Ancestrais

Os mitos(itan) são muito importantes no culto dos orixás, pois é através deles que encontramos explicações plausíveis para determinados ritos.

Sem estas estórias, lendas ou ìtan seria difícil ter respostas a sérios enigmas, como o envolvimento entre a vida do ser humano e do próprio orixá.

O MITO DA CRIAÇÃO (Segundo a Tradição Yorubá)

Olodumaré enviou Oxalá para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 (cinco) dedos e um camaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por último, colocaria o camaleão para saber se a terra estava firme.

Oxalá foi avisado para fazer uma oferenda à Exu antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um orixá funfun, Oxalá se achava acima de todos e, sendo assim, negligenciou a oferenda à Exu. Descontente, Exu resolveu vingar-se de Oxalá, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo outra alternativa, Oxalá furou com seu opasoro o tronco de uma palmeira. Dela escorreu um líquido refrescante que era o vinho de Palma. Com o vinho, ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.

Olodumaré, vendo que Oxalá não havia cumprido a sua tarefa, enviou Oduduwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Oxalá estava embriagado, Oduduwa cumpriu sua tarefa e os outros orixás vieram se reunir a ele, descendo dos céus, graças a uma corrente que ainda se podia ver no Bosque de Olose.

Apesar do erro cometido, uma nova chance foi dada à Oxalá: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigível, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.

Oduduwa interveio novamente. Acabou com os monstros gerados por Oxalá e criou homens sadios e vigorosos, que foram insuflados com a vida por Olodumaré.

Esta situação provocou uma guerra entre Oduduwa e Oxalá. O último, Oxalá, foi então derrotado e Oduduwa tornou-se o primeiro Oba Oni Ifé ou "O primeiro Rei de Ifé".

O VERDADEIRO NOME DE ODUDUWA

Como expliquei em outra ocasião, Oduduwa foi um personagem histórico do povo yorubá.

Oduduwa foi um temível guerreiro invasor, vencedor dos ìgbós e fundador da cidade de Ifé. Segundo historiadores, Oduduwa teria vivido entre 2000 à 1800 anos antes de Cristo.

Oduduwa foi pai dos reis de diversas nações yorubás, tornando-se assim cultuado após sua morte, devido ao costume yorubá de cultuar-se os ancestrais.

Segundo o historiador Eduardo Fonseca Júnior, Oduduwa chamava-se Nimrod, que desceu do Egito até Yarba onde fixou residência. Ao longo do caminho até Yarba, Nimrod ou Oduduwa fundou diversos reinos. Diz ainda que Oduduwa teria ido para a África a mando de Olodumare para redimir os descendentes de Caim que à semelhança de seu ancestral, carregavam um sinal na testa.

Segundo o historiador, Nimrod trocou de nome e passou-se a se chamar Oduduwa, "aquele que tem existência própria"; onde Ile-Ifé é aquele que cresce e se expande.

Segundo o Professor José Beniste, Oduduwa é assim chamado devido ao fato dele cultuar uma divindade chamada Oduá, que na verdade chama-se Odulobojé, que é a representação feminina, com o poder da gestação. Era o ancestral cultuado pelo herói aqui em questão, gerador de toda cultura yorubá.

Como podemos observar, Oduduwa (o fundador de Ilé-Ifé), segundo grandes pesquisadores como Pierre Verger, José Beniste, Eduardo Fonseca Júnior é um personagem histórico.

OS ORIXÁS E SUAS ORIGENS

Quando falamos de orixá, falamos de uma força pura, geradora de uma série de fatores predominantes na vida de uma pessoa e também na natureza.

Mas, como surgiram os orixás? Quais as suas origens?

Quando Olorum, Senhor do Infinito, criou o Universo com o seu ófu-rufú, mimó, ou hálito sagrado, criou junto seres imateriais que povoaram o Universo. Esses seres seriam os orixás que foram dotados de grandes poderes sobre os elementos da natureza. Em verdade, os orixás são emanações vindas de Olorum, com domínio sobre os 4 (quatro) elementos: fogo, água, terra e ar e ainda dominando os reinos vegetal e animal, com representações dos aspectos masculino e feminino, ou seja, para todos os fenômenos e acidentes naturais, existe um orixá regente. Através do processo de constituição física e diante das leis de afinidades, cada ser humano possui 01 (um) ou mais orixá, como protetores de sua vida, a eles sendo destinados formas diversas de culto.

Um outro aspecto a ser analisado sobre a tradição de orixá e sua origem seria a de que alguns orixás seriam, em princípio, ancestrais divinizados que em vida estabeleceram vínculos que lhes garantiam um controle sobre certas forças da natureza, como o trovão, o vento, as águas doces, ou salgadas, ou então, assegurando-lhes a possibilidade de exercer certas atividades como a caça, o trabalho com metais, ou ainda, adquirindo o conhecimento das propriedades das plantas e de sua utilização.

O poder axé do ancestral-orixá teria, após a sua morte, a faculdade de encarnar-se momentaneamente em um de seus descendentes durante um fenômeno de possessão por ele provocada.

A passagem da vida terrestre à condição de orixá aconteceu em momento de paixão como nos mostram as lendas dos orixás.

Xangô, por exemplo, tornou-se orixá em um momento de contrariedade por se sentir abandonado, quando deixou Oyó para retornar à região de Tapá. Somente Oyá, sua primeira mulher, o acompanha na fuga e, por sua vez, ela entrou debaixo da terra depois do desaparecimento de Xangô. Suas duas outras mulheres Oxum e Obá tornaram-se rios que tem seus nomes, quando fugiram aterrorizadas pela fumegante cólera do marido.

Como relatei, esses antepassados não morreram de forma natural; e sim, sofreram uma transformação nos momentos de crise emocional provocada pela cólera ou outros sentimentos.

A origem é a própria terra. E segundo a tradição yorubá, alguns orixás foram seres humanos possuidores de um axé muito forte e de poderes excepcionais.

SAUDAÇÕES:

As saudações são muito importantes, pois é através delas que nós invocamos os orixás.

Assim, vamos traduzir para vocês “As saudações dos Orixás e seus significados”:

Exu : Kóbà Láryè - aquele que é muito falante

Ogun : Pàtakorí - exterminador ou cortador de ori ou cabeça

Oxossy :  Ará Unse Kòke Ode - guardador do corpo e caçador

Xangô : Kawó-Kábièsilé - venham ver o Rei descer sobre a terra

Oxum : Orà Yè Yé Ofyderímàn - salve mãezinha doce, muito doce

Yansã ou Oyá : Èpàrèi - venha, meu servo

Omolu e Obaluayê :Atótóo - silêncio

Yemanjá :Èru Ìyá - senhora do cavalo marinho

Oxumaré :Arrum Bobo(termo Jeje) - senhor de águas supremas

Nanã :Sálùbá - pantaneira (em alusão aos pântanos de Nanã)

Oxalá :Esè Epa Bàbá - você faz, obrigado Pai

AXÉ

A palavra Axé é de origem yorubá e é muito usada nas casas de Candomblé.Axé significa "força, poder, realização" mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo: Eu digo: - “Eu estou muito bem.” Outro responde: -“Axé!” Esse “axé“ aí dito equivaleria ao "Amém" do Catolicismo ("que Deus permita").

Mas, o Axé ainda pode significar a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude. Daí, uma Yalorixá também ser chamada de Yalaxé(Iyálàse), ou seja, “Mãe do Axé” ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá.

Axé também pode significar “Vida”. E tudo que tem vida tem origem. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens. Os Orixás são Axé, os Orixás são Vida.

Agora, o que seria Contra-Axé ?

O contra-axé são todas as estruturas de opressão e morte que destroem a vida das comunidades. O contra-axé ainda pode ser todas a quizilás e ewós dentro de uma casa de orixá e também certos tabus que cercam o omo-orixá.

Na tradição dos orixás, axé também pode significar a "força das águas, do fogo, da terra, das árvores, das pedras" enfim de tudo que tem vida. Pois, o Candomblé é um culto de celebração à vida e a toda a força que dela advém, ou seja, o próprio culto, é o próprio Axé.

O QUE SERIAM ORIXÁS-ANCESTRAIS?

Para os povos africanos, em particular, para os yorubás, fons e bantos, a religião é a base para sua existência diária.

Ainda pela manhã, os yorubás, por exemplo, fazem uma série de adúràs e orikìs, ou seja, rezas e invocações para que o dia corra bem. Durante o dia ainda, vários atos serão feitos lembrando sempre a tradição religiosa. Nas horas das refeições, enquanto a família estiver reunida também várias saudações serão feitas, agradecendo a Olódùmarè e aos Orixás-Ancestrais a graça da alimentação.

Agora, por que estes povos se portam assim?

Usamos o termo Olódùmarè por representar para o povo yorubá, “o criador de todas as coisas” ou “a divindade suprema acima dos Orixás-Ancestrais”.

Os povos de Ketu, Oyó, Ijesá, Ibadan e Ifé não só prestam culto à divindades naturais, mas também cultuam à ancestralidade, pois para os yorubás a reencarnação existe (atun wá), ou seja, a pessoa morre e renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia. Aí entra o orixá-ancestral de cada família que por tradição será o orixá-dominante de toda uma região. Por exemplo, Xangô em Oyó, Ogun em Irê, Oxum em Ijexá, Oxossy em Ketu e assim por diante.

Como podemos observar, esses orixás são patronos e dominantes de cada região, acreditando os yorubás serem eles ancestrais nestes lugares, isto é, viveram ou construiram estas regiões, como Xangô ainda em exemplo teria sido o maior Alafin ou rei de Oyó.

Como podemos entender é que lá na Nigéria os yorubás cultuam esses orixás como sendo seus antepassados, isto é, o culto à orixá está ligado ao culto da ancestralidade.

ODÙ

A palavra odù vem da língua yorubá e significa “destino”. Portanto, odù é o destino de cada pessoa.

O destino é, na verdade, a regra determinada a cada pessoa por Olodumaré para se cumprir no àiyé, o que muitos chamam de missão. Esta “missão” nada mais é do que o odù que já vem impresso no ìpònrí de cada um, constituído numa sucessão de fatos, enquanto durar a vida do emi-okán ou espírito encarnado na terra.

Enquanto a criança ainda não nascer, ou seja, enquanto ela permanecer na barriga de sua mãe, o odù ou destino desta criança ficará momentaneamente alojado na placenta e só se revelará no dia do nascimento da criança.

Cada odù ou destino está ligado a um ou mais orixá. Este orixá que rege o odù de uma pessoa influenciará muito durante toda a vida dela. Mas, nem por isso ele será obrigatoriamente o orixá-ori, ou "o pai de cabeça" daquela pessoa, ou seja, o orixá-ori independe do odù da pessoa. Vejamos um exemplo: um omon-orixá de Yansã que tenha no seu destino a regência do odù ofun (que é ligado à Oxalá), essa pessoa terá todas as características dos filhos de Yansã: independentes, autoritários, audaciosos. Mas, sofrerá as influências diretas do odù ofun, trazendo portanto para este filho de Yansã, lentidão em certos momentos da vida. Situação esta desagradável para os filhos de Yansã, que tem a rapidez como marca registrada.

Os odùs ou destinos são um segmento de tudo que é predestinação que existe no universo, conseqüentemente, de todas as pessoas.

Os odùs, além de serem a individualidade de cada um, também são energias de inteligências superiores que geraram o “Grande Boom”, a explosão acontecida a milhares de anos no espaço que criou tudo.

Dentro de um contexto específico (pessoal ou social) em nosso planeta esses odùs podem seguir um caminho evolutivo ou involutivo, por exemplo: existe um odù denominado de odi . Foi Odi que em disfunção gerou as doenças venéreas e outras doenças resultantes de excessos e deturpações sexuais. Traz em sua trajetória involutiva a perversão sexual e é ainda através desse lado involutivo de odi que acontece a perda da virgindade e a imoralidade.

Porém, como expliquei, existe o lado evolutivo e o próprio odù odi citado aqui em nosso exemplo possui características boas e marcantes como: caráter forte e firme e tendência a liderança.

Na verdade, são os odùs que governariam tudo que está ligado a vida em todos os sentidos.

Abaixo, relaciono os 16 (dezesseis) principais odùs e seus orixás correspondentes:



ODÙ 

ORIXÁ


1.Òkànràn 

Exu


2.Éji Òkò 

Ogun e Ibeji


3.Étà Ògúndá 

Obaluaiye e ainda Ogun


4.Ìròsùn 

Yemanjá


5.Òsé 

Oxum


6.Òbàrà 

Xangô, Oxossy, Yansã e Logun-Edé


7.Òdì 

Exu, Omolu, Oxossi e ainda Oxaguiãn


8.Éjì Onílè 

Oxaguian


9.Òsá 

Oya, Yemanjá


10.Òfún 

Oxalá


11.Òwórín 

Yansã, Exu e Ogun


12.Èjìlá Seborà 

Xangô


13.Éjì Ológbon 

Nanã


14.Ìka 

Oxumarê e Ossain


15.Ogbègúndá 

Obá, Ewa, Oxumarê e Omulu


16.Àlàáfia 

Orunmilá, Orixalá, Odudua e Orixás Funfun


O RITUAL DE ÌPÀDÉ NO CANDOMBLÉ

A palavra Ìpàdé significa “encontro, reunião”. Da contração desta palavra surgiu o termo “padé” que ficou para determinar o "ritual do padé".

Nessa ocasião, todos os membros da casa devem estar no barracão. No momento do ìpàdé ou padé os Exus, Ancestrais, Orixás e pessoas filhos do egbé formam um conjunto muito importante.

O ìpàdé não é uma festa pública, não podendo aí nesse momento haver nenhuma conversa por parte dos participantes. Todos permanecem abaixados, ajoelhados em esteiras sem olhar o que se passa a sua volta. Este ato é por causa de iyamin. Se uma pessoa levantar a cabeça em hora indevida, as iyamins podem cegar esta pessoa naquele momento.

No ato do ìpàdé, só a Ìyamoró pode entrar e sair do barracão, pois a ela foi conferido um objeto (cuia) que a proteje como escudo dos perigos das ajé(iyamin).

Na verdade, o ìpàdé é uma obrigação feminina. Não quero dizer com isso que homens não participem; apenas ressalto que quem controla o ìpàdé são asIyá Mí Ajé ou “As Grandes Mães Feiticeiras”.

A IMPORTÂNCIA DAS PINTURAS

Três elementos são utilizados nas casas de Candomblé, para diversas finalidades e são essenciais pela ação de proteção que exercem: Osun, Efun e Waji.

Osun e Waji são elementos vegetais e Efun é mineral. Todos são transformados em pó para preparar pintura, principalmente, a pintura do ori de iyawos, ou seja, das pessoas que se iniciam no Candomblé.

Osun, Efun e Waji servem aí para proteção da cabeça do iyawo, contra os efeitos negativos das ajé da sociedade das iyami. Isso porque, os pássaros enviados pelas ajé costumam pousar com as asas abertas sobre as cabeças das pessoas. Quando isso acontece, todo o mal fica nessas pessoas. Daí o procedimento de se pintar o iyawo.

Outra forma de se proteger das yamin é passar a mão constantemente pela cabeça, no intuito de impedir o pouso dos pássaros maus e que são denominados de eleye .

Portanto, vale ressaltar a importância da pintura de iyawo com esses elementos Osun, Efun e Waji, pois os mesmos neutralizam a cólera das yamins.

O SIGNIFICADO DE PANÁ E KITANDA

Durante os ritos de iniciação, a pessoa é devidamente isolada mantendo contato somente com pessoas preparadas para cuidá-la.

Toda atenção lhe é dedicada, sendo-lhe destinada uma mãe criadeira também denominada de ojúbòna , para lhe assistir em tempo integral.

Um iyawo equivale a uma criança nova, recém-nascida e merecedora de todos os cuidados. Daí o iyawo também ser chamado de omotun , que quer dizer “criança nova”. Embora adulta e talvez bem vivida, a pessoa ao entrar para se iniciar se transforma numa criança, pois é um ser novo que nasce para a religião. Por esse motivo, após o ritual do oruko, ou seja, do nome de iyawo, torna-se necessário um novo ritual: o reaprendizado das coisas, que no Candomblé de Ketu chama-se Paná e nos de Angola, Kitanda .

A palavra paná em yorubá significa “fim do castigo”, em referência a quebra da rigidez exigida durante o começo da iniciação (banhos, pintura, raspagem) ekitanda , em kimbundo, significa “feira, mercado”.

Essa maior liberdade é proporcionada pela presença de entidades chamadas no Ketu de ere . Estas entidades têm características infantis proporcionando ao iyawo um certo relaxamento e repouso.

Estes rituais paná (no Ketu) e kitanda (no Angola) representam em verdade a quebra das kizilas em que o iyawo estava submetido durante o tempo de recolhimento. É o reaprendizado dos gestos e ações do dia a dia. Por isso, são colocados objetos como: tesoura, lápis, linha, agulha, vassoura, copos, pratos e ainda colocam-se frutas para serem vendidas. Enquanto os homens imitam trabalhos no campo, as mulheres representam tarefas caseiras. Mas tudo isso é feito num clima de total alegria.

praia, não toma bebida alcoólica, só se veste de branco e comporta-se de forma submissa diante dos mais velhos, além de não receber a benção com a cabeça coberta. Enfatizo que iyawo não toma benção com a cabeça coberta.

Adosu e Iyawo são denominações nas casas de Ketu; Muzenza , nas casas de Angola e Vodunsi , nas de Jeje.

Kizila ou Èèwò

Tudo aquilo que provoca uma reação contrária ao axé, dá-se o nome de kizila ou èèwò, ou seja, são as energias contrárias a energia positiva do orixá. Estas energias negativas podem estar em alimentos, cores, situações, animais e até mesmo na própria natureza.

Como algumas kizilas ou èèwò dos orixás, tem-se: 
*Exu - água e mel em excesso 
*Ogun - quiabo 
*Oxossy - mel de abelha 
*Yansã - abóbora 
*Oxalá - dendê, vinho da palma

O QUE SIGNIFICA ADÚRÀ?

A palavra adúrà é do yorubá e significa “reza, prece ou oração”.

Estas adúrà ou orações tem por finalidade invocar os orixás, e também, solicitar ajuda para os problemas do dia a dia.

Porém, o que seria oríki ?

Oríki, na verdade, seria um aglutinado de palavras usadas pelos yorubás na hora de fazerem sacrifícios ou pedidos aos orixás. O oríki, diferente da adúrà, seria a “súplica”.

É isto! A adúrà é a reza ou oração própria do orixá que não pode ser mexida. Enquanto o oríki são palavras expressas de forma intimista com o orixá, podendo ser modificado dependendo da ocasião em que for dito.

Abaixo, uma Adúrà à Odé :

Ode amoji elere 
Otiti ami ilú uo biojo 
Ari sokoto penpe guibon eni onã ikiré 
Boba guibo ma da miran sí 
Ode alaja pa amu ouem obó 
Baba mí fiki fiki ekun ako oru 
Ma jeki owo son mí 
Mas, o iyawo ainda sofrerá alguns èèwò durante algum tempo, tais como: não vai à Ode wa fun mí, ni alafiá

“Caçador, pessoa forte que sacode a cidade 
Pessoa que veste bermuda nas estradas molhadas da cidade de Ikiré 
Se forem rasgadas ele tem outras 
Caçador que tem cachorros, que matam qualquer animal 
Meu Pai, o forte leopardo que não tem medo da madrugada 
Não me deixa faltar dinheiro 
Caçador, dê-me a paz”

AS ÁGUAS E OS ORIXÁS FEMININOS

A água é muito utilizada nas casa de Candomblé. Em muitos ritos ela aparece tendo um significado muito importante, desde o rito do ìpàdé, quando ela é utilizada para acalmar as ajé, até o ritual das águas de Oxalá, quando ela representa a limpeza lustral do egbe.

Colocar água sobre a terra significa não só fecundá-la, mas também restituir-lhe seu sangue branco com o qual ela alimenta e propicia tudo que nasce e cresce em decorrência, os pedidos e rituais a serem desenvolvidos. Deitar água é iniciar e propiciar um ciclo. Diria ainda que as águas de Oxalá pelas quais começa o ano litúrgico yorubá tem precisamente este significado.

É comum ao se chegar a uma entrada de uma casa de Candomblé vir uma filha da casa com uma quartinha com água e despejar esta água nos lados direito e esquerdo da entrada da casa. Este ato é para acalmar Exu e também para despachar qualquer mal que por ventura possa estar acompanhando esta pessoa. Neste caso, a água entra como um escudo contra o mal.

Entre os eboras ou orixás femininos, destacamos aqui Nàna que está associada à terra, à lama e também às águas. Nàna ou Nàna Burúkú ou Nàna Bukú, como é chamada no antigo Dahomé, foi considerada como o ancestre feminino dos povos fons.

Outro orixá feminino associado à água é o orixá Òsun. Oxum tem toda a sua história ligada às águas pois, na Nigéria, Òsun é a divindade do rio que recebe o mesmo nome do orixá.

Oyá ou Yánsàn, divindade dos ventos e tempestades, também está ligada às águas, pois na Nigéria Oyá é dona do rio Niger, também chamado pelos yorubás de Odò Oyá ou "Rio de Oya".

Não diferente dos demais orixás femininos, Yemanjá também está muito ligada às águas. É o orixá que em terra yorubá é patrona de dois rios: o rio Yemonja e o rio Ogun – não confundir com o orixá Ogun, Deus do ferro. Daí Yemonja estar associada à expressão Odò Iyá, ou seja, "Mãe dos Rios".

dito, a água é o princípio da vida.

SENTIDO DAS PALAVRAS

As palavras yorubás, ewes e as do dialeto kimbundo são as mais usadas nas casas de Candomblé. Muitas dessas palavras sofreram modificações nos seus sentidos reais, ou seja, muitas delas são empregadas de forma diferente do seu real sentido. É isso que vamos entender agora:

· A palavra “perdão” em yorubá é afó-riji .

· Monà em yorubá significa “certamente; sim”. Não confundir com a palavramona da língua kimbundo. “Mulher” em yorubá é obin-rin e em ewe, ionú .

· A palavra “licença”em yorubá é aiyè-lujará . No Brasil, a palavra “licença” foi identificada com a palavra àgò , que na verdade em yorubá é yàgò , ou seja, àgòé uma contração da palavra yorubá yàgò que na verdade significa “abram caminho”.


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