Seguidores

Pesquisar neste blog

Carregando...

Meus blogs :

sábado, 29 de novembro de 2014

História da Minha Cigana - Surya do Oriente e um pouco da minha trajetória Espiritual.


Olá aos que ainda me seguem, falo isso, porque muitos nem visitam mais está página, com inteira razão, eu quase não edito este blog, cuido do meu outro blog, mais muito pouco também,entretanto, quero agradecer á quem ainda visita, segue, lê este blog, ele foi idealizado com muito carinho, para o acesso de todos, confesso que as vezes dá vontade de excluir, porém, lembro dessas lindas pessoas que ainda o leem e mais, das pessoas novas que sempre chegam. Acho incrível, um blog com tantos anos, ainda atrair seguidores, com minhas postagens antigas, sobre histórias de ciganas, ciganos e muito mais. Obrigada por vocês, fazerem este blog continuar acontecendo e trazendo novos rumos aos de fé.


Hoje eu vou falar sobre a minha Cigana e como ela se apresentou para mim, todos nós temos, nosso casal de ciganos, normalmente, cada um tem um cigano e uma cigana, porém, isso é variável, podemos ter mais ciganos ou mais ciganas, conforme cuidamos ou desenvolvemos, aparecem outros, ou não. Muitas casas tem regras próprias que determinam isso, tem casa que você só recebe uma Cigana, muitas casas tradicionais que cuidam dos espíritos ciganos tem como regra, que mulheres incorporam ciganas e homens incorporam ciganos, somente isso, sem a troca, conheço casas que mulheres incorporam ciganos e ciganas e homens ciganos, nunca ciganas. E já ouvi falar que casas que o homem incorpora cigana. Na minha casa isso é inadmissível, mas tem outras casas que permitem e tenho também, amigos que falam que isso não existe. Eu não sou ninguém para dizer, se isso é correto, na minha casa, homens não incorporam ciganas, mulheres incorporam ambos, mas se na sua casa ocorre ao contrário, cabe a mim respeitar. O blog não existe para julgamentos e sim para trazer informações.


Voltando para minha história, eu leio mãos (quiromancia) e jogo cartas desde os 11 anos, nunca aprendi, nunca fiz curso, na época não tinha acesso a internet, comecei de brincadeira, com amigos de colégio, depois tudo ficou mais sério. Joguei por muitos anos e li muitas mãos, tudo com intuição e sempre acreditei ter vindo dos meus ciganos. Depois de muito tempo, descobri que o jogo era por intermédio do meu cigano. ele adora jogar. Também era muito difícil para mim, saber sobre eles, pois não incorporo, isso me deixava aflita, pois trabalho muito na Seara umbandista, mas não saber os nomes de algumas entidades me entristecia. Principalmente, não saber o nome da minha cigana. eu ficava com raiva e chateada, porque ela não falava, através de outras entidades, porque fazia isso comigo.


Na minha adolescência, ela apareceu em sonho, usava blusa branca tradicional, saia verde água e um colar de pedras verdes. Todos então "mataram" a charada, falavam, é Esmeralda, conheci inúmeras Ciganas de nome Esmeralda, absolutamente nenhuma falava sobre minha Cigana, nunca falou, nunca citou, voltei - me ao silêncio e pensei, posso até ter Esmeralda, mas não é minha primeira Cigana, a regente. Passaram - se muitos anos e eu só sabia isso, suas cores e as pedras, imaginei que trabalhava com cristais, mas foi só. Até que um dia , quase 7 anos mais tarde, minha cigana "apareceu" para uma médium clarividente, descreveu - se, disse o nome, contou sobre seu clã, essa médium comunicou-me e eu fiquei imensamente feliz. Quando fui procurar seu nome na internet, descobri o quanto é rara, só tem uma lenda sobre ela e eu acredito que muitas coisas parecem com ela, creio que quem escreveu tem ela também, ou uma muito parecida com a minha.



Cigano Josué e Cigana Surya

O Corsário e a Dançarina!


Na Umbanda Sagrada, cada entidade espiritual que se apresenta para o trabalho possui suas particularidades e sua história de vida, mesmo atuando em Falanges onde assumem um único nome. Os Ciganos que pertencem ao Povo do Oriente, costumam apresentar-se com nome, sobrenome e contar detalhadamente sua última vida na terra.



E assim é com o Cigano Josué, o Corsário! Ele nasceu nos Emirados Árabes, era um mouro que sabia locomover-se nas areias escaldantes do deserto Saara e nos mares que circundavam a Ásia, a Europa e a África. Ele era contratado do governo saudita para impedir invasores nas terras da Arábia. Ele podia passar a fio de espada qualquer invasor, confiscar bens e se apossar de navios em nome do Sultão e do Palácio.


Josué viveu muito e viajou muito. Conheceu do mundo tudo o que lhe foi permitido conhecer. Fez amigos e inimigos por onde passou. Sua história era uma lenda e o temiam. Podia ter quantas mulheres quisesse, mas amou apenas uma: Surya, a feiticeira de seu coração... Com quem teve três filhos e quatro filhas. Foi um homem de privilégios e serviu ao sultão por trinta anos, navegando ou escoltando por terra seus comandados e protegidos.


Quando retirou-se do mar, entregou seu cargo a um de seus filhos e viveu seus últimos anos em um Oásis na costa egípcia. Josué e Surya foram felizes e viveram uma vida longa e próspera. Ao desencarnar, Josué tornou-se um Guardião Espiritual a serviço do Reino do Oriente. Surya reencarnou mais duas vezes; em uma delas foi odalisca nas terras da Pérsia (Irã) e depois viveu entre o povo Rom Cigano na Europa. Tanto Surya, quanto Josué passaram a servir a Umbanda Sagrada representando o Povo do Oriente, como ciganos.


Autoria de Ivan Portela e Claudete, retirado do site: http://umbandaempaz.blogspot.com.br/2012/05/josue-e-surya.html


Minha Cigana chama-se Surya do Oriente, ela é uma Cigana Oriental, é um cigana casada, usa lenço simbolizando o casamento e o respeito a Santa Sara Kali, teve muitos filhos e encontrou seu amor em uma das suas vidas, Surya é amorosa, é matriarca, tem um instinto protetor, prioriza a família, trabalha harmonizando os chackras, gosta de pedras, cristais, incensos e água. Não é ligada á muitos oráculos, apesar de conhece-los. Suas cores são o verde água, azul claro e o branco, sempre muito serena, sinto seu espirito como reconfortador, me acalma e me acalenta, como boa mãe cigana, é alegre, porém, não é muito festeira, sorri e derrama amor fraterno pela casa, dança com seu véu e nunca o tira da cabeça.

Salve Cigana Surya do Oriente e Josué seu grande amor.

Salve toda a Falange dos Ciganos Orientais !!!!!!!!!!

Salam Aleico !!!

Optchá !!!!!!!!!










quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pombagira Mirim Padilhinha


" Ô Padilha, Padilhinha, 
Menina Moça, 
da Saia rodadinha ..."

A  Mirim Padilhinha é uma entidade da Linha dos Exus e Pombagiras da Esquerda da Umbanda Sagrada, os Mirins são entidades muito jovens, com desencarne na infância e adolescência, embebido de grande sofrimento. Eles, como todas as outras entidades, são acolhidos pela espiritualidade de luz no Astral e escolhem incorporar na Umbanda, para assim evoluir na sua caminhada espiritual. Após vivência negativa, as mirins começam um lindo trabalho na Gira de Esquerda. Cada Exu ou Pombagira Mirim recebem como tutores Exus e Pombagiras, que com sua experiência os auxiliam e orientam. A Pombagira Mirim Padilhinha tem como tutora, a Senhora Maria Padilha, uma grande guardiã, que pode ou não ter cruzado com ela em sua vida quando encarnada. Os trabalhos nas colonias das Pombagiras são pré determinados e Dona Maria Padilha sempre acolhe meninas em situação de risco espiritual.

As Mirins com o nome de Padilhinha tem algumas características de Dona Maria Padilha, como as Pombagiras Padilha, elas são muito vaidosas, finas, belas e exigentes. Trabalham para Amor, Prosperidade, proteção e assuntos financeiros. 

Padilhinha é esperta, amável e muito compreensiva no terreiro de umbanda, sempre quando procurada, busca auxiliar os consulentes com palavras de carinho, conforto e terno amor, compreende os desejos e loucuras da mente humana e tenta minimizar á dor dos filhos de fé.

Seus Campos de Atuação, Força ou Pontos de Origem são os mesmos das Pombagiras Guardiãs, existem Padilhinhas do Cabaré, da Estrada, da Encruzilhada, do Cruzeiro das Almas, das Almas e da Calunga.

Apreciam bebidas finas, como licores, champanhe, Martini, Contini, porém, algumas gostam de cachaça com refrigerante preto. Também gostam de bombons e doces pretos.

Suas roupas se assemelham com as da Pombagira Padilha, com a diferença de serem mais simples. Usam saia preta e vermelha, vermelha e detalhes dourados, usam colares, jóias e bijuterias com detalhes singelos.

Sua Guia é Preta e Vermelha.

A Pombagira Mirim Padilhinha ama rosas vermelhas, batom vermelho, piteiras pequenas e bons perfumes.

Quando bem tratada, é uma das melhores forças dentro do terreiro de Umbanda.

Laroiê Pombagira Mirim Padilhinha.

" Eu vi atravessando aquela rua,
Uma moça bonita, vestidinha de chita,
Mas ela é a Padilhinha da Calunga, Auê, Auê,
Que arrebentou 7 Catacumbas."

(Ponto adaptado para Mirim Padilhinha -  Domínio Publico)









sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Oxum

(Pintura da Artista Claudia Kringes)



OXUM (ÒSUN) 


Òsun na África 

Oxum é a divindade do rio de mesmo nome que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu. Era, segundo dizem, a segundo mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxossi. 
As mulheres que desejam ter filhos dirigem-se a Oxum, pois ela controla a fecundidade, graças aos laços mantidos com Ìyámi-Àjé ("Minha Mãe Feiticeira"). Sobre este assunto, uma lenda conta que: 

"Quando todos os orixás chegaram a terra, organizaram reuniões onde as mulheres não eram admitidas. Oxum ficou aborrecida por ser posta de lado e não poder participar de todas as deliberações. Para se vingar, tornou as mulheres estéreis e impediu que as atividades desenvolvidas pelos deuses chegassem a resultados favoráveis. Desesperados, os orixás dirigiram-se a Olodumaré e explicaram-lhe que as coisas iam mal sobre a terra, apesar das decisões que tomavam em suas assembléias. Olodumaré perguntou se Oxum participava das reuniões e os orixás responderam que não. Olodumaré explicou-lhes então que, sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nenhum de seus empreendimentos poderia dar certo. De volta a terra, os orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos, o que ela acabou por aceitar depois de muito lhe rogarem. Em seguida, as mulheres tornaram-se fecundas e todos os projetos obtiveram felizes resultados".
Oxum é chamada de Ìyálóòde (Iaodê) título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Além disso, ela é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre a água doce, sem a qual a vida na terra seria impossível. 

Os seus axés são constituídos por pêras do fundo do rio Oxum, de jóias de cobre e de um pente de tartaruga. 
O amor de Oxum pelo cobre, o metal mais precioso do país iorubá nos tempos antigos, é mencionado nas saudações que lhe são dirigidas: 
"Mulher elegante que tem jóias de cobre maciço".
É uma cliente dos mercadores de cobre. 
Oxum limpa suas jóias de cobre antes de limpar seus filhos ". 

(Pintura do Artista Carybé)

Numerosos lugares profundos (ibù), entre Igèdè, onde nasce o rio, e Lke, onde ele deságua na lagoa, são os laçais de residência de Oxum.
Aí, ela é adorada sob nomes diferentes e suas características são distintas uma das outras. Encontramos: 

Yèyé Odò, perto da nascente do rio; 

Òsun Ijùmú, rainha de todas as Oxuns e que , como a que vem a seguir, está em estreita ligação com as bruxas Ìyámi-Àjè;

Òsun Àyálá ou Òsun Ìyánlá, a Avó, que foi a mulher de Ogum;

Òsun Osogbo, cuja fama é grande por ajudar as mulheres a ter filhos;

Òsun Apara, a mais jovem de todas, de gênio guerreiro;

Òsun Abalu, a mais velha de todas;

Òsun Ajagira, muito guerreira;

Yèyé Oga, velha e brigona;

Yèyé Olóko, que vive na floresta;

Yèyé Ipetú;

Yèyé Morin ou Iberin, feminina e elegante;

Yèyé Kare, muito guerreira;

Yèyé Oníra, guerreira;

Yèyé Oke, muito guerreira;

Òsun Pòpòlókun, cujo culto é realizado próximo à lagoa e que, diz-se no Brasil, não sobe à cabeça das pessoas. 


Sobre Òsun Àyálá, também chamada de Òsun Ìyánlá, a Avó, diz-se que era uma mulher poderosa e guerreira, que ajudava Ogum Alagbedé, seu esposo, na forja, da mesma maneira que Oiá. Ogum forjava e, quando o ferro começava a esfriar, ele o colocava no fogo, atiçado por oxum que fazia funcionar os foles em cadência. O barulho que eles faziam, kutu, kutu, kutu, era ritmado e parecia que Oxum tocava um instrumento de música. Um Egúngún que passava pela rua se pôs a dançar, inspirado pelo som que provinha dos foles . Os passantes maravilhados testemunharam seu contentamento oferecendo dinheiro. Muito honestamente. Egúngún entregou metade da soma recolhida a Oxum, a Avó, o que lhe valeu ser denominada de: 
"Tocadora de música num fole para fazer dançar Egúngún". 
Proprietária do fole que sussurra como a chuva, 
E cuja tosse ressoa como urra o elefante.

(Pintura de Agnes do Santo)

Segundo Epega, os reis Awaùjalè de Ijebu-Erê, em Eriti, e de Ijebu-Odê, em Ijebu, saúdam Oxum dizendo: "Minha Mãe". 
Laços muito estreitos existem entre Oxum e os reis de Oxogbô. Neste lugar, a festa anual das oferendas a Oxum é uma comemoração pela chegada de Laro, fundador da dinastia, às margens deste rio cujas águas correm permanentemente. Laro, depois de muitas atribulações, achando o local favorável ao estabelecimento de uma cidade, aí se fixou com a sua gente. Alguma dias depois de sua chegada, uma de suas filhas foi banhar-se no rio e desapareceu sob as águas. Reapareceu no dia seguinte, soberbamente vestida, declarando ter sido muito bem acolhida pela divindade do rio. Laro, para demonstrar a sua gratidão, dedicou-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, as comidas que Laro havia jogado nas águas. Um grande peixe, que nadava próximo ao local onde este se encontrava, cuspiu-lhe água. Laro recolheu esta água numa cabaça e bebeu, fazendo assim um pacto de aliança com o rio. Estendeu, depois, as duas mãos para frente e o grande peixe saltou sobre elas. Laro recebeu o título de Atóója – contração da frase iorubá A téwó gbáà ejá (Ele estende as mãos e recebe o peixe) e declarou: Òsun gbo (Oxum está em estado de maturidade), suas águas serão sempre abundantes. Essa foi à origem do nome da cidade de Oxogbô. 

(Pintura de Jerry D' Oxóssi)

No dia da festa anual, Atáója vai solenemente até as margens do rio. Tem a cabeça coberta por uma coroa monumental feita com pequenas miçangas reunidas e é vestido com pesada roupa de veludo. Anda com calma e gravidade, rodeado por suas mulheres e seus dignitários. Nessa procissão anual, uma de suas filhas leva a cabaça contendo os objetos sagrados de Oxum. É a Arugbá Òsun (aquele que leva a cabaça de Oxum). Ela representa a moça que outrora desapareceu no rio. Sua pessoa é sagrada, e o próprio rei inclina-se à sua frente. Depois que atinge a idade da puberdade, ela não pode mais preencher essa função. Mas, pela graça de Oxum, a descendência de Atáója é sempre numerosa, não faltando, pois, a possibilidade de se encontrar uma Arugbá Òsun disponível. 
Atáója senta-se numa clareira e acolhe as pessoas que vêm assistir à cerimônia. Os reis e os chefes das cidades vizinhas estão todos presentes ou enviam representantes. As delegações chegam, uma após outra, acompanhadas de músicos. Trocas de saudações, prosternações e danças sucedem-se como formas de cortesia recíprocas, com animação crescente. Ao final da manhã, atáója, acompanhado do seu povo e dos seus hóspedes, aproxima-se do rio e aí manda lançar oferendas e comidas, no mesmo lugar onde Laro o fizera outrora. Os peixes as disputam sob o olhar atento das sacerdotisas de Oxum. 
A seguir, Atáója dirige-se até as proximidades de um pequeno templo vizinho e senta-se sobre a pedra – Òkúta Laro -, onde seu ancestral Laro havia repousado em outros tempos. A adivinhação é feita para saber se Oxum está satisfeita e se ela tem vontades a exprimir. Atáója volta em seguida para a clareira, onde recebe e trata seus convidados com uma generosidade digna da reputação de Oxum, a rainha de todos os rios.

(Desconheço o autor(a) quem souber, favor informar para ser dado os devidos créditos)

Oxum no Novo Mundo 


No Brasil e em Cuba, os adeptos de Oxum usam colares de contas de vidro de cor amarelo-ouro e numerosos braceletes de latão. O dia da semana consagrado a ela é o sábado e é saudada, como na África, pela expressão "Ore Yèyé o!!!" ("Chamemos a benevolência da Mãe !!!"). 


É recomendável fazer sacrifícios de cabras a Oxum e oferecer-lhe prato de mulukun (mistura de cebolas, feijão-fradinho, sal e camarões) e de adum (farinha de milho misturada com mel de abelha e azeite doce). A sua dança lembra o comportamento de uma mulher vaidosa e sedutora que vai ao rio se banhar, enfeita-se com colares, agita os braços para fazer tilintar seus braceletes, abana-se graciosamente e contempla-se com satisfação num espelho. O ritmo que acompanha as suas danças denomina-se "ijexá", nome de uma região da África, por onde corre o rio Oxum. 

No Brasil, ela é sincretizada com Nossa Senhora das Candeias, na Bahia, e Nossa Senhora dos 

Prazeres, no Cuba ela o é com Nuestra Señora de la Caridad Del Cobre. 


Arquétipo 


O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolos do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais,porém mais reservadas que Oiá. Elas evitam chocar a opinião pública, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora esconde uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social.


Esse texto foi retirado do livro: "Orixás" de Pierre Fatumbí Verger.


Dezembro - Mês das Iabás

Axé a todos !!!!! Saravá pra quem é de Saravá.
Salve o Povo da Umbanda. Salve os Filhos de Fé. Salve os Filhos de Pemba.



O mês de dezembro é considerado por terreiros umbandistas o mês dos encerramentos de suas atividades, o período de renovação de votos, ou de obrigações, são amacis e pequenos reforços para abençoar a cabeça dos filhos. Esse também é o período que os centros dedicam-se a homenagens as mães da Umbanda, as Iabás. As Iabás são os Orixás Femininos cultuados, elas recebem oferendas e agradecimentos devido as santas que foram sincretizadas. O candomblé por sua vez cultua as Iyabás em Maio por ser mês das Mães.



As Iyabás são as mães, as santas, as mulheres guerreiras, as senhoras que povoam nosso ori, nosso interior espiritual. Na Umbanda são elas Oxum, Iansã, Iemanjá e Nanã. E no Candomblé são estas, com adição das não cultuadas em Umbanda, que seriam : Obá e Ewá.

Oxum, mãe doce, mãe amável, senhora das cachoeiras, pois seu domínio são as águas doces, dentre eles rios, lagos, riachos e lagoas. Oxum é vaidosa, é ciumenta, é bela e por ser mãe, os africanos a sincretizaram com as mães da igreja católica, pois identificaram que Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora Aparecida, entre outras, são para os devotos, mães que os abençoam e protegem através de seu manto sagrado. Cada lugar no País cultua Oxum na umbanda de alguma forma, não importa se tem em seu altar, Nossa Senhora da Conceição ( Rio de Janeiro) ou Nossa Senhora Aparecida ( São Paulo) todos veneram a Senhora Dourada, Mãe acolhedora que é Osun.




Só temos que ter consciência de que Oxum é Oxum, e Nossa Senhora é Nossa Senhora. O sincretismo foi apenas um artificio dos Escravos em sua época, para que perdurasse suas tradições Religiosas. Após muitos anos de luta e discriminações, eles conseguiram separar a figura católica do seu culto afro, ainda que alguns sigam a liturgia católica para os festivos e dedicações, assim como se faz no candomblé do recôncavo baiano. A Bahia berço do Candomblé genuinamente Brasileiro, pois o culto é completamente diferente do Africano, é um dos lugares que tem muito arraigado tradições unindo a fé católica e a crença aos Orixás. Exemplo maior que a Lavagem da Igreja do Bonfim e as Homenagens a Oyá no dia 04 de dezembro provam isso.


Mas voltando a falar de Umbanda, Dezembro é o mês que muitos umbandistas consideram para reverenciar suas Santas Iyabás, e é por isso que fiz essa breve postagem, para falar delas.  Abrirei uma série de Postagem falando das Iyabás da Umbanda e do Candomblé.








Um Agradecimento Especial

Queridos Leitores, Seguidores, Amigos e Amores !! Meu Axé, minha benção, meu abraço de conforto, luz e paz de Deus a nós todos. As desculpas que já vem de forma recorrente, mais uma vez, é o que lhes peço. Desculpem - me pela ausência, dessa vez ultrapassando dias, meses, foram anos sem escrever e sei que vocês não merecem isso. Porém minha vida tem passado por tantas turbulências, que o meu interesse em postar já não é mais como antigamente, hoje me ocupo de tantos afazeres, que tenho um tempo minimo para dedicar-me aos prazeres da vida e as simples alegrias.


Desculpas a parte, é com carinho que retribuo o Blog http://magiadosciganosdooriente.blogspot.com.br/ da amiga Sofia Clara e lhe digo que a admiração é mutua. Adorei suas mensagens ciganas e as irradiações dos espíritos de luz que Sofia  canaliza com respeito e amorosidade.



Sofia  muito obrigada pela mensagem iluminada, pela citação, recepção e sinta - se sempre bem vinda nos meus humildes blogs.



Sofia quer dizer Sabedoria e coincidências ou não, meu nome quer dizer velha, antiga, sábia rs

Não sinto - me assim e digo que você Sofia  Clara tem muita sabedoria, pois lidar com os espíritos do Povo Cigano, Povo maravilhoso, é ser escolhida espiritualmente para belas missões.


Eu lhe desejo Bençãos e Sucesso sempre.



Um Abraço Fraterno.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Texto Umbandista : Quantos filhos tem sua casa ?


Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de Santo, perguntou: “Quantos filhos a sua casa tem?”.
A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta. E assim foi no sábado pouco antes de iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou para colocar algum assunto em dia. Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.



O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns porque queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.
Na segunda feira havia um momento de estudo no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e, viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.
Na quinta feira haveria um trabalho na Lina do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente apareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.
No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:
─ Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?
─ Contei 43 minha mãe – respondeu.
─ Não, filhos de verdade tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.
─ E os outros?
─ Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa ‘melhor’, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabarem os trabalhos.
O rapaz muito sério perguntou:
─ E por que a senhora não impõe regras para mudar isso?
─ Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante, a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos os seres…
E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?
Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro?
Agora reflita em suas ações e pergunte pro seu coração…
Você é filho ou sobrinho?
Desconheço o Autor deste sábio Texto .


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prâna :


É a energia cósmica do universo (pelo menos a parte que está acessível à nossa dimensão). Os hindus a chamam de Prana (ou Purana), os chineses de Chi (ou Ki), Wilhelm Reich chamava de Orgone, e no espiritismo se conhece por Energia imanente (ou primária).

Prana é a soma total das energias manifestadas no universo; elas atuam na natureza e em todos poderes latentes ocultos no homem. Sabemos que o calor, a luz, a eletricidade, o magnetismo e muitos poderes psíquicos são manifestações do Prana. As forças físicas e mentais estão no Prana, pois este atua sobre cada plano do Ser, desde o mais elevado ao mais baixo. O Prana relaciona-se com a mente e esta se relaciona com a vontade e por meio da vontade, a alma individual se vincula ao SUPREMO SER - Prana liga o corpo astral e mental ao corpo físico e sua porta de entrada é o Duplo Etérico, onde estão situados os Centros de Força, denominados de Chakras.




Pode ser visto em dias de sol, com o céu bem aberto. Para isso, fiquem deitados de costas, olhando para o céu. Após algum tempo a vista relaxa, abrindo o campo da retina, e será possível ver minúsculas bolinhas brancas, às vezes com um pronto preto. Surgem por um segundo ou dois, deixam um ligeiro traço e tornam a desaparecer. Se você persistir na observação e expandir a visão, começará a ver que todo o campo pulsa num ritmo sincronizado. Nos dias de sol, as bolinhas de energia, brilhantes, movem-se depressa. Nos dias enevoados, mais translúcidas, movem-se devagar e são em menor número. Numa cidade envolta em névoa e fumaça, são menos ambundantes, escuras, e movem-se muito devagar.





No Oriente dá-se o maior valor à respiração, pois é através dela que retiramos a energia para o nosso veículo extrafísico. Nós fazemos isso toda noite, ao dormir. O corpo astral fica planando pouco acima do físico pra poder "se encher" de prana (através dos chakras). Infelizmente isso é um processo inconsciente e poucos lembram de algo assim. Mas existem técnicas e mais técnicas de Yoga pra absorção do Prana acordados. Recomenda-se fazer isso logo pela manhã, pois o ar é mais rico em energia. Uma outra técnica, aprendida com Oráculo, recomenda que se coloque um copo com água pra receber os primeiros raios do sol. Assim, a água se energiza, pois ela absorve muito prana. É dessa forma que o planeta se limpa dos miasmas mentais de seus habitantes. Imagine a poluição mental que fica no ar com tanto stress, violência, desesperança, fome, etc. A chuva é um bálsamo, pois os pingos, ao caírem, vão "recolhendo" o prana da atmosfera e, como flechas, destroem as energias do pensamento de baixa vibração (que por isso mesmo ficam poluindo o ar mental, como nuvens de CO2 poluem o ar físico). 




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Aura ;



A aura, segundo várias religiões e tradições esotéricas, é um elemento etéreo, imaterial, que emana e envolve seres ou objetos; é, por vezes, também considerada como um atributo inerente aos seres vivos. Assim, ela é um campo energético que envolve o nosso corpo físico e nos dá toda a leitura emocional do nosso corpo físico. Nossos medos, nossas angústias, nossas raivas, enfim, todo o emocional. 



Nossa aura tem Sete faixas, cada faixa tem uma cor, cada cor está relacionada com a cor dos nossos chakras. Assim, quando você está de bem com a vida,num estado de espírito muito bom, as cores da aura são bem vivas e bem fortes. 





Segundo estas tradições, a forma e a cor da aura refletem o estado físico, mental e emocional da pessoa. Problemas de ordem física e/ou psicológica, ao alimentar sentimentos negativos, dariam à aura uma cor escura, como o marrom; cores claras significariam que a pessoa goza de boa saúde emocional. A aura é visualizável quando a vibração está dentro do espectro da luz entre o vermelho e o violeta.




Emoções conscientes tendem a modificar a cor da pele da pessoa observada, dando às vezes uma impressão de alteração da sua textura. Estados emocionais semi-conscientes teriam maior propensão a projetar um halo luminoso, de uma distância de alguns centímetros até um metro do corpo, o que cria um efeito de campo detectável por quem esteja próxima, uma explicação para produção de simpatias ou antipatias, aparentemente gratuitas, mas que são efeitos de um fenômeno similar à influência de um campo magnético.





A existência da aura não é comprovada cientificamente. 


Muitas vezes ligada ao fenômeno, a fotografia Kirlian não é uma representação da aura e sim uma imagem do campo bioelétrico


Fonte : Wikipedia.

sábado, 3 de setembro de 2011

Pós Ritualísticos e suas Funções no Candomblé .


Efun é um nome jeje-nago dado a vários tipos de pó, utilizados nos rituais afros brasileiro. É muito mais conhecido pelos leigos e o povo da umbanda como pemba, nomenclatura utilizada pela nação angola.


Tipos de Efun

Efun ou pemba mineral é um pó retirado de calcário, que são encontrados na natureza em várias cores, também chamada de tabatinga. É utilizado na feitura de santo que serve para pintar o corpo do neófito, chamada de efum fum (pó branco).

Efun ou pemba vegetal é um pó retirado de frutos tipo: obioroboaridan, pichurin, noz-moscada e folhas sagradas. A mistura do efun mineral e o efum vegetal recebem o nome de atin e só deve ser preparada pela iyaefun ou iyalorixa. A farinha de mandioca é chamada naturalmente de efun nos terreiros de candomblé.

Efun ou pemba animal é um pó retirado de ossos e cartilagens dos animais utilizados em sacrifícios aos orixás. Esta extração deve ser feita pelo axogun ou babalorixá, entrando na preparação de assentamento de orixá.

Referências

Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas.

Fonte: Wikipédia.




 Efun: É um potente giz branco empregado nas pinturas iniciáticas de todos os Orixás, principalmente os Orixás funfun. É considerado muito sagrado, trás o equilíbrio, tranqüilidade, paz e paciência. Muito empregado no preparo de diversas fórmulas para varias finalidades. Faz parte do ase de sangue branco do reino mineral.

Artigo do Blog Cultura Africana.



Osùn, ossun ou pó de ierosun como é chamado pelo povo do santo e pelos babalawos, são feitos de dois tipos de árvores a Baphia nítida que tem uma cor vermelha e Pterocarpus osunque tem uma cor amarela.


Utilidades

O pó da Baphia nitida que tem a cor vermelha é utilizado em vários rituais do candomblé, na construção de assentamentos de orixá igba orixá, nas pinturas sagradas da iniciação Keto, principalmente na construção do adosun (um cone que fica no centro da cabeça do iaô) com a função de transmitir o poder espiritual chamado de axé e livrá-lo do infortúnio gerado por uma das Iyami-Ajé.


O pó da Pterocarpus osun que tem a cor amarela é utilizado nos rituais sagrados de IfáOrumiláOduduwa, alguns orixás e orixá funfun, muito utilizado para formar os gráficos de odu no Opon-Ifá e na preparação do merindilogun.


Wáji ou Uaji é um tipo de pó azul, chamado pelo povo de santo de índigo extraído da árvore Indigofera (sp. Leguminosae Papilionoideae).

Utilidade

Este pó é utilizado em inúmeros rituais do candomblé, principalmente para assentamentos de orixá "igba orixá", na feitura de santo sobre a cabeça do iaôelegun e todos iniciados, no sentido proteger contra as mazelas espirituais, materiais e psíquica, principalmente da negatividade de Iyami.

Referências
Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas.

Fonte: Wikipédia.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Zambra Gitana :

Zambra Gitana :
Apperley, Pintor : George Owen Wynne (1884-1960) - Zambra gitana - A Zambra, ou Flamenco árabe é, portanto, a fusão de movimentos de danças de povos nômades ancestrais.

Dança Flamenca!

Dança Flamenca!
Apperley, Pintor : George Owen Wynne (1884-1960) - Danza Flamenca

Velas Ciganas Coloridas!

Velas Ciganas Coloridas!
A Cultura cigana e seu contraste de cores,de suprema riqueza!

Sereia da Praia;

Sereia da Praia;
Sereias o Povo Mítico dos Oceanos,damas dos Lagos,Senhoras do Mar

Mulher Índia - Quadro Pintado pelo Artista Italiano Milo Manara.

Mulher Índia - Quadro Pintado pelo Artista Italiano Milo Manara.
Índia Xamã - Feiticeira de sua Tribo - Sacerdotisa das forças da natureza - Luz em Meio a Floresta !

Iemanjá

Iemanjá

♥♥♥Indiana♥♥♥

♥♥♥Indiana♥♥♥
♥♥♥♥♥♥♥♥

Iansã - Divindade Africana

Iansã - Divindade Africana

Cigana Esmeralda ;

Cigana Esmeralda ;
Bailando com o Pandeiro;

Amor do Egito !

Amor do Egito !

Velas de Umbanda;

Velas de Umbanda;

Fênix

Fênix
Senhora das Profecias !

Velas Coloridas entre as Frutas;

Velas Coloridas entre as Frutas;
♥ ♠ ♣ ♦

Quiromancia !

Quiromancia !
A Arte de ler as Mãos!

Sereia.

Sereia.