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sábado, 31 de julho de 2010

Mediunidade na Umbanda

"O dom mediúnico é o despertar dos dons naturais latentes no próprio ser e inerentes à compromissos feitos na espiritualidade antes do encarne que na sua complexidade vai de causas até os efeitos."

À medida que o ser evolui e moraliza-se,ele adquire maiores faculdades psíquicas e consequentemente aumenta sua percepção espiritual.Há muitos irmãos ainda que atrasados e moralmente incapazes de discenir a faculdade inerente do ser,a Espiritualidade concede a faculdade mediunica para que através dela,o ser encarnado possa se lapidar dos erros pretéritos e ao mesmo tempo fazer com que haja um elo de ligação entre o Plano Espiritual e o Plano Físico.Esta simbiose faz com que haja homogeinidade entre os dois planos,observando o fator primordial que é o grau vibracional(mental, astral e físico) do médium.

A mediunidade não é um fenômeno de nossos dias.Sempre existiu desde quando existe o homem,pois, através dela que o Astral Superior pode interferir na evolução do mundo,orientando,guiando,protegendo e dando inspirações e ensinamentos necessários.Não podemos deixar de mencionar o fato que os Guias da Astralidade servem de elementos decisivos para que estas metas sejam realizadas.

É bem verdade que antigamente a mediunidade na era conhecida e generalizada nos seus aspectos práticos, nem por isso deixou de ser admitida,estudada e usada para o bem coletivo.Desde as tribos primitivas onde a mediunidade era somente exercida pelos pajés iniciados,passou pela Grécia,Egito,Índia,Pérsia e Roma onde nas escolas e templos iniciáticos,começaram todo um trabalho de preparação e conscientização dos fatores intrísecos do ser,proporcionando na era atual,uma conscientização maior da humanidade gerando assim,várias correntes que direta ou indiretamente contribuem para o despertar do movimento conscencional da humanidade.

A mediunidade se apresenta em aspectos muito complexos no qual não nos ateremos.Somente tentaremos descrever os aspectos mais comuns,começando por estes dois tipos:

  • Mediunidade Natural;
  • Mediunidade Probatória;

Na Mediunidade Natural o espírito já adquiriu suas faculdades maiores.É senhor de uma sensibilidade apurada porque já está num estado de evolução maior,que lhe permite atuar em planos superiores.

Na Mediunidade Probatória,foi dado ao médium uma condição psico-etérico-astral que lhe permite servir de instrumento para o Astral Superior e suas manifestações.Este tipo de mediunidade existe devido às dívidas cármicas adquiridas no passado e, trabalhando na Seara Mediunica faz com que o ser possa quitar seus débitos.

Ainda podemos subdividir estas divisões em:

  • Mediunidade Consciente;
  • Mediunidade Semi Consciente;
  • Mediunidade Inconsciente;

Mediunidade Consciente --> A entidade que quer se comunicar,aproxima-se do médium e telepaticamente transmite o conteúdo que quer anunciar.Não tendo contato perispiritual,o médium recebe telepaticamente e com sua palavras e o próprio modo de ser, transmite as idéias com maior ou menor clareza e fidelidade,dependendo do estado psíquico do médium,que após tê-la retransmitido,não poderá mais influir na retransmissão,pois o espírito não poderá agir senão sobre o pensamento do médium.
Este fenômeno não deve ser confundido com o processo intuitivo pois se manifesta como inspiração momentânea.Este tipo de mediunidade é muito usada por poetas,escritores,pregadores,músicos,etc...
A mediunidade consciente muita das vezes é confundida como mistificação,porque usa uma comunicação de que o médium emprega palavras próprias ou termos que constantemente usa de forma sistemática,o que é natural e não se pode estranhar,pois,cada um possui um modo particular de se expressar(determinadas palavras,determinados gestos e sinais) assim como as entidades que têm um modo próprio de iniciar e finalizar seus trabalhos,o que é interessante frisar pois servem para identificá-los.
Uma outra situação comum é a dos observadores,estudiosos e até mesmo dos frequentadores dos "terreiros" que fazem confusão entre a falta de cultura e linguajar do médium com a entidade que está se comunicando.Vemos comumente nos centros uma grande maioria de médiuns incultos(sem instrução escolar) e como falar corretamente se quem fala é o médium e não a entidade?À entidade só compete as idéias e não as palavras(neste caso de mediunidade).
Outro caso é quando um médium recebe um pensamento elevado,transcendente e com seu vocabulário acanhado não consegue transmitir por não compreendê-lo bem.Desta forma,há um fracasso interior por não conseguir entender e nem expressar a mensagem.

A mediunidade consciente é a que permite uma maior interferência do psiquismo do médium denominado por alguns de "animismo"(interferência do inconsciente) e a que tem sido instrumento de crítica injusta como mistificação.

"A repressão do animismo dificultará grandemente as tarefas mediunicas,e por isso não deve ser feita.O mediunismo não dispensa a colaboração do médium,o qual não deve ser um simples automato,um robot"

Ramatís

Mediunidade Semi-Inconsciente (Incorporação Parcial) -->Neste tipo de mediunidade,há entre o médium e a entidade que quer se comunicar um indispensável tom vibratório(afinidade fluídica) e o contato se dá entre a entidade e o corpo astral do médium,que por intermédio deste age sobre o corpo físico,ficando alguns órgãos sobre o controle da entidade.Isso acontece sem que haja o afastamento do espírito do médium,ou sem que ele perca a consciência do que se passa em torno.O médium se encontra numa espécie de semi-transe,sujeito porém à influência da entidade e com dificuldade de interferir sobre ela,salvo se o médium com seu livre-arbítrio quiser intervir.Neste estado a entidade comunicante,ainda que não tendo domínio completo sobre o médium,pode transmitir mais livre e sem qualquer embaraço os seus pensamentos que ficam,é lógico,dependendo da maior ou menor capacidade de transmissão do médium(educação mediunica) e de sua própria intelectualidade.
Neste tipo de manifestação,ainda são possíveis se bem que em pequena proporção,as interferências psíquicas no que diz respeito à repetição de palavras e gestos,mas quanto o tipo de apresentação já passa ser,de um determinado modo,da entidade comunicante que já vem mesmo servir de indentidade.
Há sessoões em que se repetem inúmeras vezes os mesmos gestos,as mesmas palavras,as mesmas frases em todas as comunicações e no entanto nada há tanto na parte do médium como na parte da entidade,algo que possa ser taxado de mistificação.

Mediunidade Inconsciente (Incorporação Total) -->Vejamos este último aspecto que se caracteriza no fato do espírito do médium afastar-se do corpo físico temporáriamente,ficando ao lado ajudando,ou muitas vezes nesses momentos cumprindo tarefas no plano astral,enquanto que no mesmo instante a entidade encontra o corpo físico inteiramente ao seu dispor e controle.Esta forma é que dá maiores garantias de segurança e autenticidade na comunicação pois a entidade é livre para transmitir suas idéias e pensamentos,sem a necessidade de usar a parte intelectual do médium,que normalmente a faria alterada ou deturpada quando recebida telepáticamente.
Neste aspecto da mediunidade inconsciente,o médium se acha muito mais à vontade para se for preciso enfrentar o poder das críticas ou dos estudiosos e também dos consulentes porque em nada interferindo e de nada sabendo no momento da incorporação,a manifestação é total do espírito comunicante,podendo mesmo fazer a extensão da faculdade com maior ou menor perfeição,como por exemplo:a entidade fazer a mesma tonalidade de voz,revelar fatos de suas encarnações passadas,assim como mudar os aspectos físicos do médium (efeito raro).O afastamento do espírito do médium é feito pela entidade comunicante com métodos e processos magnéticos feitos na astralidade.Para isso também concorrem a homogeinidade dos fluídos tornando-os mais suaves ou abruptos,dependendo de quanto mais equilibrado for a vibração de ambos.Em grande parte dos afastamentos do corpo físicos,geralmente o médium quando exteriorizado,continua consciente de que se passa nesse plano,porém quando a entidade comunicante o deixa(desencorpora) de nada se lembra no regresso do corpo físico.
Às vezes acontece que os fluídos do médium estão muito abaixo do que os apurados fluídos da entidade,fazendo com que a entidade baixe o seu tom vibracional no momento da incorporação. Para condensá-los com os do médium,e em casos de fluídos pesados e inferiores,haverá quase que sempre sobressaltos de maior ou menor intensidade ou até mesmo sobressaltos violentos no momento da incorporação que repercutirá após o transe mediúnico nos órgãos físicos bem como no psiquismo do médium.

Neste caso de incorporação total,quando o médium tem o seu cabedal um bom e educado conhecimento mediúnico(ético e moral) e suas faculdades são bem desenvolvidas,o médium durante a incorporação,tanto pode permanecer ao lado (como falamos acima) como pode se quiser empregar este tempo(incorporado) em algum trabalho útil.Porém há casos em que a educação mediunica do médium é viciosa,não há tranquilidade nem segurança e havendo isso,o médium não terá a liberdade descrita acima,não acontecerá o afastamento do espírito do médium que quase sempre intervem nas comunicações,criando muita das vezes embaraços para a entidade,que para acalmá-lo,é necessário utilizar de seu magnetismo para adormecê-lo com passes e suavemente afastá-lo para outro local,afim de que a tarefa preposta pela entidade seja levada até o final.Achamos que seja preciso dizer que a ansiedade e o estado inquieto em que permanece o médium durante a incorporação,às vezes não lhe trará um despertar tranquilo,harmonioso e suave.Para tanto é preciso que tudo esteje em ordem no médium,assim como no ambiente.Este deverá estar cheio de amor,harmonia e deverá inspirar confiança porque assim o médium sentirá despreocupado para a incorporação,podendo auxiliar mantendo uma atitude mental de ficar ao lado(sem atrapalhar) auxiliando a entidade à desempenhar sua missão entregando-lhe o corpo físico com boa vontade e espírito de colaboração.

Incluem-se nesta modalidade de incorporação as intervenções mediunicas para operações em que o Astral Superior permite que as entidades curadoras baixem e usem as mãos do médium para curar a parte física como espiritual.

Para encerrar não poderíamos deixar de escrever,embora que rapidamente,sobre:

  • Transe Sonambúlico;
  • Transe Sonambúlico Hipnótico;
  • Transe Letárgico;

Transe Sonambúlico -->é quando o espírito fala e tem facilidade de mover-se podendo apanhar objetos,sentar e ir para qualquer lugar.

Transe Sonambúlico Hipnótico -->Se difere do processo acima porque nem sempre o espírito do médium pode abandonar o corpo físico,que fica inteiramente à vontade do Magnetizador (Hipnotizador)ao passo que no transe de incorporação,sempre há exteriorização mediunica justamente para que a entidade comunicante ocupe o corpo do médium.Neste processo o espírito do próprio médium é quem fala ao passo que no processo de incorporação,quem fala é o espírito comunicante.

Transe Letárgico -->quando o espírito fala mas o corpo do médium fica imóvel e em total rigidez.

Bem,consideradas e definitivamente vistas estas 3 formas de mediunidade faremos um pequeno resumo:

  • Mediunidade Consciente -->não há incorporação,só aproximação mental.
  • Mediunidade Semi-Inconsciente -->incorporação parcial.
  • Mediunidade Inconsciente -->incorporação total.
A falta de compreensão e de conhecimento detalhado do assunto,tem resultado muita crítica sem fundamento e até descrédito injusto para os Médiuns e a Doutrina Umbandística na sua prática.

Autor :Andre
Para um esclarecimento maior,pesquisei outras fontes e encontrei outro Texto esclarecedor sobre Mediunidade.

Médium Consciente:

Pode-se dizer que um médium consciente é aquele que durante o transcurso do fenômeno tem consciência plena do que está ocorrendo. O Espírito comunicante entra em contato com as irradiações perispirituais do médium, e, emitindo também suas irradiações perispirituais, forma a atmosfera fluídica capaz de permitir a transmissão de seu pensamento ao médium, que, ao captá-lo, transmitirá com as suas possibilidades, em termos de capacidade intelectual, vocabulário, gestos, etc.
O médium age como se fosse um intérprete da idéia sugerida pelo Espírito, exprimindo-a conforme sua capacidade própria de entendimento.
Esta forma de mediunidade será tanto mais proveitosa quanto maior for à cultura do médium e suas qualidades morais, a influência de espíritos bons e sábios, a facilidade e a fidelidade na filtração das idéias transmitidas. Seu desenvolvimento exige estudo constante, bom senso e análise contínua por parte do médium.
No Cap. XIX do "Livro dos Médiuns", especificamente o item 225 descreve a dissertação dada espontaneamente por um Espírito superior, sobre a questão do papel do médium, como segue:
"Qualquer que seja a natureza dos médiuns escreventes, quer mecânicos ou semimecânicos, quer simplesmente intuitivos, não variam essencialmente os nossos processos de comunicação com eles. De fato, nós nos comunicamos com os Espíritos encarnados dos médiuns, da mesma forma que com os Espíritos propriamente ditos, tão só pela irradiação do nosso pensamento".



Médium Semi-Consciente:

É a forma de mediunidade psicofônica em que o médium sofre uma semi-exteriorização perispirítica, permitindo que esse fenômeno ocorra.
O médium sofre uma semi-exteriorizacão perispirítica em presença do Espírito comunicante, com o qual possui a devida afinidade; ou quando houve o ajustamento vibratório para que a comunicação se realizasse. Há irradiação e assimilação de fluidos emitidos pelo Espírito e pelo médium; formando a chamada atmosfera fluídica; e então ocorre a transmissão da mensagem do Espírito para o médium.
O médium vai tendo consciência do que o Espírito transmite à medida que os pensamentos daquele vão passando pelo seu cérebro, todavia o médium deverá identificar o padrão vibratório e a intencionalidade o Espírito comunicante, tolhendo-lhe qualquer possibilidade de procedimentos que firam as normas da boa disciplina mediúnica.



Médium Inconsciente:

Esta forma de mediunidade de incorporação caracteriza-se pela inconsciência do médium quanto a mensagem que por seu intermédio é transmitida. Isto se verifica por se dar uma exteriorização perispiritual total do médium.
O fenômeno se dá como nas formas anteriores, somente que numa gradação mais intensa. Exteriorização perispiritual, afinização com a entidade que se comunicará, emissão e assimilação de fluidos, formação da atmosfera necessária para que a mensagem se canalize por intermédio dos órgãos do médium, são indispensáveis.
Embora inconsciente da mensagem, o médium é consciente do fenômeno que está se verificando, permanecendo, muitas vezes, junto da entidade comunicante, auxiliando-a na difícil empreitada, ou, quando tem plena confiança no Espírito que se comunica, poderá afastar-se em outras atividades.

Geralmente, o médium, ao recobrar sua consciência, nada ou bem pouco recordará do ocorrido ou da mensagem transmitida. Fica uma sensação vaga, comparável ao despertar de um sonho pouco nítido em que fica uma vaga impressão, mas que a pessoa não saberá afirmar com certeza do que se tratou.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cozinha De Candomblé e Umbanda;Comida de Orixá


Dentro do universo do Candomblé, a cozinha merece uma atenção especial, por ser um dos espaços onde se passa e se constitui o sagrado. Tudo nela remete a esta dimensão. Assim, “A cozinha de santo” aparece sempre como algo distinto, separado da cozinha do dia a dia. Separada na sua grande maioria, não por limites externos, mas internos que são representados por mudanças de atitude, ações, formas de uso, etc.

Em muitos terreiros de Candomblé, o local onde são preparadas as comidas dos Orixás é o mesmo onde são feitas as comidas do dia a dia. Esta separação, todavia é realizada de forma bastante visível e determinada. Muitas vezes se reserva para as comidas de santo um fogão especial que pode ser de lenha ou industrial, enquanto a outra permanece num fogão menor. Comum é se trocar de horários. É muito difícil se mexer com as panelas dos Orixás ao lado de outras panelas, bem como misturar os utensílios destas duas cozinhas.

A cozinha é cheia de interdições como: não conversar mais que o necessário, não falar alto, gritar, cantar ou dançar músicas que não sejam do santo; não entrar pessoas que não sejam iniciadas-dependendo do que se estiver fazendo, somente um número muito restrito-não admitir que mulheres menstruadas permaneçam nela, etc. Neste espaço sacralizado, tudo vai ganhando significado: a bacia que cai, o garfo, a faca, a colher, o óleo que faz fumaçar o fogo, etc. Na cozinha se aprende além do “ponto” certo de determinado prato, que não se dá as costas para o fogo, não se joga sal no chão, não se mexe comida de Orixá com colher que não seja de pau, que a comida mexida por duas pessoas desanda, que não se joga água no fogo e que muitas pessoas por terem o sangue ruim fazem a comida desandar. Ou que a presença de pessoas de um determinado Orixá faz com que uma certa comida não dê certo, como por exemplo: em cozinha onde se tem gente de Xangô o milho de pipoca queima antes de estourar. Pela cozinha, entram as pessoas de maior prestígio na Religião e é nela própria que, em certas ocasiões, muito antes mesmo de se chegar no peji do Orixá, que este é consultado a fim de se saber se a comida foi bem preparada ou não.

Candomblé mesmo é cozinha!!!” Talvez por ser ela mais que um local de transformação e sim de passagem e transmissão de conhecimento, por onde transita algo essencial que ultrapassa os limites das oposições por situar-se no mais intimo e profundo ser do homem: o comer.



Ao referir-se à arte culinária e à marcante presença de hábitos africanos, chama a atenção para o fato de que é difícil precisar, devido ao estado atual dos costumes, a quais grupos pertenceria determinada comida. Nos terreiros, esta cozinha, marcada por uma série de preceitos e interdições, vai aparecer diretamente relacionada aos Orixás através das chamadas Comidas-de-Santo.



Azeite de Dendê

Cada ancestral recebe em dias especiais pratos de sua preferência. Não se trata, porém só de comer: O que se come, o que não se come, quando se come, com quem, participam de um todo integrado que diz respeito a códigos imprescindíveis dentro do Cardápio dos Orixás. E mais ainda, esta comida dentro da dinâmica do terreiro é um dos veículos de vital importância para a transmissão e distribuição do AXÉ ( energia).



Os ingredientes africanos ou vindos da África como o quiabo, a vinagreira, o inhame, a erva-doce, o gengibre, os bredos, o amendoim, as melancias, o azeite-de-dendê e outros foram entrando aos poucos no Brasil de acordo com as exigências do tráfico negreiro ou da população que aqui se estabelecia, como, por exemplo, o óleo de palma importado da costa da Mina, trazido após decretada a ilegalidade do tráfico a partir do século XVIII. Não é possível, no entanto, se pensar nesta cozinha e nem em nenhuma outra somente a partir de tais elementos. Ela é mais do que um conjunto de materiais naturais que podem ser adaptados ou substituídos. A própria adaptação e substituição obedece a uma certa ordem inscrita nos mais remotos tempos, fazendo com que a comida não perca seu sentido nem se afaste da visão de mundo que ela representa. O que dá identidade a determinada comida não é a origem dos vários ingredientes combinados, mas a maneira como estes elementos são combinados. E estas maneiras obedecem a determinados ritos que lhes dão sentido e, como tais, apresentam-se como algo criativo. Assim, é completamente errado precisar datas para essa culinária, entendendo esta como algo parado, fechado, se o próprio tempo se imcumbiu de dinamizá-la. A comida-de-santo diferencia-se, daquela do dia a dia. Uma coisa é cozinhar o inhame, cortá-lo em pedaços para o café. Outra é preparar este mesmo inhame para OXALÁ, quando variam desde o tamanho, e a forma das raízes, os procedimentos observados para a feitura de tal prato e, por fim, as palavras ditas para encantar a comida. Embora os ingredientes sejam os mesmos, muda o tratamento que estes recebem. E a forma como estes são tratados expressa seu sentido através de um ritual onde nada é por acaso.

” Certo que os Orixás Comem o que os homens comem, porém, recebem a seus pés, nos terreiros onde os modos de preparar, ao lado dos saberes: Palavras de encantamento (fó), rezas (ádùrà), evocações (oriki) e cantigas (orin); ligadas a estórias sagradas (itans), são elementos essenciais e vitais para a transmissão do axé.” 1

São alimentos votivos preparados ritualmente e oferecidos aos orixás, aos quais necessitam de suas vibrações para a manutenção da própria força dinâmica. Algumas comidas são preparadas com a carne dos animais sacrificados ritualmente, outras como o peixe, camarão, verduras, legumes, farinhas, etc., muitas são bem temperadas, levando sal (menos de Oxalá), louro e etc., e algumas ainda levam mel.

A grande maioria das comidas salgadas é feita no azeite de dendê, ou frita nele. As comidas votivas provém na maioria, da culinária africana, algumas conservando-se exatamente iguais, outras sofrendo algumas modificações. Na umbanda, e mesmo em alguns cultos tradicionais os orixás comem frutas, as comidas variam muito de culto para culto. De modo geral porém, as principais, nos candomblés (algumas adotadas pela umbanda).

As comidas não são oferecidas todas de uma vez, sendo feitas algumas em certas festas, outras depois. Todas as semanas as comidas, bebidas, etc., são renovadas em dias certos, cada orixá te o seu , no candomblé após o término de xiré são distribuídas aos assistentes.

Nos templos de umbanda diferentemente do candomblé, as comidas são dadas aos guias incorporados, e eles mesmos consomem.

Portanto são comidas feitas com condimentos que os médiuns estão acostumados a comer. Geralmente é dada em dias de festas ou acontecimento especial de cada templo.

- OBS.: “As comidas votivas não contém pimenta.”

Dividir o alimento com os deuses é ter a insigne hora de comer com eles, garantindo, dessa forma, a presença dos Orixás em nossas vidas e da refeição em nossa mesa.

Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxossi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc. Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las.

A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..

O que é uma Oferenda?
Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.

Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.

Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:
1. Só utilizar material novo.
2. Nunca substituir um material por outro.
3. Usar somente o que a receita pede.
4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.

Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.

O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca (paki), combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá.

Nas oferendas a Ogum são dados inhame (isu) assado com azeite de dendê e feijoada.

Oxossi come axoxó feito com milho vermelho (àgbado) cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma árvore.

A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estourá-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê.

Ossaim prefere acaçá, feijão (ewa), milho vermelho (àgbado), farofa e fumo de corda.

O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá.

Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria.

O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá.

A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa.

O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo (ilá), doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente.

Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero.

O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã.

As comidas oferecidas a Orixás Funfun (brancos), devem ser sempre colocadas sempre louças brancas.2




ORIXÁS





PRATOS




OXALÁ



Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal, (canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel, ebo e Eko



OGUM



Inhame, feijoada (em algumas nações), fígado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão, Eko, e Asoso.



XANGÔ



Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru e Eko.



OBALUAIE



Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.



OMULÚ



Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco, ewa dudu, buruku e Eko.



OXOSSI



Axoxó (milho de canjica vermelha cozida com mel enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha, olelé-ewa-akará e Eko.



YEMANJÁ



Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva, peixe de água salgada, ebo pupá, Eko e acaçá.



OXUM



Omolocum, xinxim de galinha, ipeté, ovos cozidos, milho com coco e Eko.



IANSA



Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho e Eko.



NANÃ



Acaçá, arroz, inhame, feijão fradinho, omolocum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio; efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco, Eko e pirão com batata roxa.



OXUMARE



Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame, Eko, gaari pupa ni eyin adie, etc.



OSSAIM



Feijão preto, farofa, mel, acaçá, Eko, ewa Osain e fumo.



OBÁ



Acarajé, amalá, abará, ovos e Eko.



LOGUM EDÉ



Axoxo, omolucum, inhame, Eko, etc.



EXU



Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, fígado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho, mel, Eko e Gaari Pupa.

1 (Vilson Caetano de Souza Junior)

2 (L.Candomblé A Panela do Segredo-Comida de Santo-298)

Omolucum (Comida Da Yabá (Orixá feminino)Oxum

Fontes :: http://www.saboreseletras.com.br/2008/internas/noticia.asp?idmateria=311
Texto adaptado de: www.olhosdaguadoxum.blogspot.com/2009/04/cozinha-
http://cantodoaprendiz.wordpress.com/2008/09/06/comidas-de-santo-ebos/
http://www.alimentacaoecultura.com.br/Areas2.asp?Area=ORG.AFR

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Umbanda;Nanã



Julho é, na Umbanda, um mês cujas atenções se voltam totalmente a Nanã Buruquê, pelo dia de Sant’Ana, santa católica com a qual é sincretizada. É em 26 de julho que celebramos essa Orixá tão importante, responsável pela renovação da vida, pelas águas da chuva e dos pântanos, mas que, por vezes, é pouco cultuada perto dos demais deuses da religião.
Reza a lenda iorubá que Nanã é a mais velha dos Orixás e teria ajudado Oxalá e Iemanjá na criação do universo, sob o comando de Zambi. Boa parte do panteão de deuses dessa mitologia seria filha de Nanã (e a outra parte, de Iemanjá). Por ser a anciã dentro da lenda, a incorporação de seus falangeiros no terreiro geralmente se dá de forma encurvada, similar até a de um preto velho. É comumente evocada para bênçãos a idosos, por ter uma energia afim com aqueles de idade mais avançada.
O culto a essa Orixá vem de épocas tão distantes que nenhuma pesquisa foi capaz de identificar suas origens. Nanã é um termo que expressa deferência por qualquer pessoa idosa e significa “Mãe” ou “raiz” em diversos dialetos africanos. Na nossa escola, sua linha está associada às Águas, sob o comando de Iemanjá.
Como falado mais acima, é a senhora da renovação e da eterna criação. Por isso, inclusive, é apontada dentro da Umbanda como a responsável pela preparação dos espíritos para a reencarnação: seria ela que moldaria o corpo espiritual dos seres para uma nova vida na Terra. Também teria grande papel na fertilidade de nosso planeta, já que, junto com Iansã, é a Orixá que comanda as chuvas, preparando o solo para o cultivo.

No dia de Sant’Ana, avó de Jesus Cristo, e de Nanã é celebrado em várias partes do mundo o Dia dos Avós. São Joaquim, marido de Sant’Ana, também é cultuado por algumas correntes cristãs na mesma data. Uma curiosidade é que, segundo os registros históricos, Jesus não conheceu Sant’Ana enquanto encarnado, já que ela teria falecido no ano 16 a.C.
Ana nasceu em Nazaré, filha mais nova de Natan, que ainda tinha Cleofé e Sobé (esta última foi mãe de Isabel, que gerou João Batista). Casou-se com Joaquim e permaneceu estéril durante muitos anos, tendo uma única filha já em idade avançada: Maria. Como agradecimento, levou sua filha ao Templo para que ela fosse consagrada a Deus.
Nas imagens, aparece constantemente instruindo Maria, sempre com um livro à mão. Por esse motivo é, também, padroeira dos professores.
Ponto de Louvação a Nanã Buruquê:

Orixá da chuva
que cai na serra
que vira lama
fertiliza a terra

É Nanã Buruquê
Saluba-ê
É Nanã Buruquê
Saluba-á
É Nanã Buruquê
Senhora Sant’Ana
venha nos valer

O princípio da vida
Nanã Buruquê
é quem pode dizer
Os mistérios da água
o segredo da Terra
é Nanã Buruquê

É Nanã Buruquê
Saluba-ê
É Nanã Buruquê
Saluba-á
É Nanã Buruquê
Senhora Sant’Ana
venha nos valer.
Fonte:Matéria publicada no Jornal Nossa Seara nº 31 - Julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Candomblé;Orixá Nanã

Nanã, a deusa dos mistérios, é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou do “saco da criação” a terra, no ponto de contacto desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nana.

Senhora de muitos búzios, Nana sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. O seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para os povos Jeje, da região do antigo Daomé, significa “mãe”. Nessa região, onde hoje se encontra a República do Benin, Nana é muitas vezes considerada a divindade suprema e talvez por essa razão seja frequentemente descrita como um orixá masculino.

Sendo a mais antiga das divindades das águas, ela representa a memória ancestral do nosso povo: é a mãe antiga (Iyá Agbà) por excelência. É mãe dos orixás Iroko, Obaluaiê e Oxumaré, mas por ser a deusa mais velha do candomblé é respeitada como mãe por todos os outros orixás.

A vida está cercada de mistérios que ao longo da História atormentam o ser humano. Porém, quando ainda na Pré-História, o homem se viu diante do mistério da morte, em seu âmago irrompeu um sentimento ambíguo. Os mitos aliviavam essa dor e a razão apontava para aquilo que era certo no seu destino.

A morte faz surgir no homem os primeiros sentimentos religiosos, e nesse momento Nana faz-se compreender, pois nos primórdios da História os mortos eram enterrados em posição fetal, remetendo a uma ideia de nascimento ou renascimento. O homem primitivo entendeu que a morte e a vida caminham juntas, entendeu os mistérios de Nana.

Nana é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte.

Ela é a origem e o poder. Entender Nana é entender o destino, a vida e a trajectória do homem sobre a terra, pois Nana é a História. Nana é água parada, água da vida e da morte.

Nana é o começo porque Nanã é o barro e o barro é a vida. Nana é a dona do axé por ser o orixá que dá a vida e a sobrevivência, a senhora dos ibás que permite o nascimento dos deuses e dos homens.

Nana pode ser a lembrança angustiante da morte na vida do ser humano, mas apenas para aqueles que encaram esse final como algo negativo, como um fardo extremamente pesado que todo o ser carrega desde o seu nascimento. Na verdade, apenas as pessoas que têm o coração repleto de maldade e dedicam a vida a prejudicar o próximo se preocupam com isso. Aqueles que praticam boas acções vivem preocupados com o seu próprio bem, com a sua elevação espiritual e desejam ao próximo o mesmo que para si, só esperam da vida dias cada vez melhores e têm a morte como algo natural e inevitável. A sua certeza é a imortalidade da sua essência.

Nana, a mãe maior, é a luz que nos guia, o nosso quotidiano. Conhecer a própria vida e o próprio destino é conhecer Nana, pois os fundamentos dos orixás e do Candomblé estão ligados à vida. A nossa vida é o nosso orixá.

É na morte, condição para o renascimento e para a fecundidade, que se encontram os mistérios de Nana. Respeitada e temida, Nana, deusa das chuvas, da lama, da terra, juíza que castiga os homens faltosos, é a morte na essência da vida.

Características dos filhos de Nana Burukú

Os filhos de Nana são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento das suas tarefas que chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. As pessoas de Nana parecem ter a eternidade à sua frente para acabar os seus afazeres; gostam de crianças e educam-nas com excesso de doçura e mansidão, assim como as avós. São pessoas que no modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade.

Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.

As pessoas de Nana podem ser teimosas e “ranzinzas”, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. As suas reacções bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

Embora se atribua a Nana um carácter implacável, os seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis, um comportamento digno da Grande Deusa do Daomé.



Dia: Terça-feira

Cores: Anil, Branco e Roxo

Símbolo: Bastão de hastes de palmeira (Ibiri)

Elemento: Terra, Água, Lodo

Domínios: Vida e Morte, Saúde e Maternidade

Saudação: Salubá!

FONTE:http://ocandomble.wordpress.com/os-orixas/nana/

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