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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Umbanda

Umbanda sua história através do século

Umbanda é o grande e verdadeiro culto que os espíritos humanos encarnados, na Terra, prestam por intermédio dos orixás. Desse culto participam os espíritos elementais e os espíritos humanos desencarnados.

A principal finalidade do culto de Umbanda é o serviço às criaturas humanas e espíritos humanos encarnados ou desencarnados, seja por meio da doutrinação ou por meio do auxilio espiritual, nas dificuldades materiais e morais, alivio ou cura de doenças.

Esse culto deve ser prestado com humildade, pureza e disposição a caridade. Humildade, Pureza e Caridade são os três requisitos indispensáveis a pratica da Umbanda. Há quem diga que na Umbanda não deve haver doutrinação, pois que se supõe ser ela exclusivamente kardecista.

Não é bem assim. A Umbanda não exclui a doutrinação, que tanto pode ser dada pelo presidente das sessões, como pelos espíritos incorporados nos médiuns.Na sua essência e na sua finalidade, a Umbanda é idêntica a todas as religiões do passado e do presente.

Umbanda reconhece um Ser Supremo, trino na sua manifestação cósmica, as hierarquias de entidades espirituais, o papel que essas hierarquias desempenham no Universo, as suas funções, a evolução dos espíritos.

A Umbanda tem a sua origem africana, pois é um nome de origem quimbandeira que quer dizer o seguinte:

Mágico, Curandeiro, Chefe de Terreiro, De conformidade, porém, com a extraordinária definição de um iluminado Guia, e a mais alta expressão da Magia Universal em direção ao caminho da Perfeição e da Sabedoria Divina. Esta definição talvez seja criticada e censurada, entretanto, esperamos que os seus possíveis críticos e censores não confundam Magia com mágica.

Esta definição de Umbanda merece da parte de todos nos, seus aprendizes, uma profunda analise, meditação e um meticuloso estudo, porque já é chegado o momento de não mais se confundir Umbanda com Africanismo, visto nada existir de comum entre ambos, tal como não existe entre habeas-corpus e Corpus Christi; e se alguma coisa de comum existisse, e que, os africanos como todos os povos do mundo, desde épocas imemoriais, praticam a Magia em sua forma evoluída, rudimentar, intuitiva ou por tradição, isto é, de pais para filhos, de povos para povos, de tribos para tribos.

Devemos observar também que, muito antes da chegada dos escravos ao Brasil, os índios que aqui se encontravam, quando do descobrimento, já realizavam verdadeiras sessões e trabalhos espíritas em suas práticas ritualísticas. Estudar as forcas extraterrestres que nos envolvem e as quais estamos submetidos e subordinados, quer queiramos ou não; viver em harmonia com o Universo Infinito como partes integrantes que somos desse Todo Indivisível deve ser o nosso esforço e empenho para que, com os frutos dos nossos estudos e de nossa aprendizagem possamos tirar a máxima eficiência nos trabalhos que viermos a realizar, seja em nosso próprio beneficio, seja em beneficio de nossos irmãos encarnados ou desencarnados.

Esta é, na realidade, a Umbanda que compreendemos e que praticamos, muito diferente daquela tão difundida por ai e que serve de fonte de enriquecimento ilícito de supostos médiuns que vêem no Terreiro nada mais que um balcão comercial, mas nunca um Templo de Fraternidade onde pontificam com sabedoria, espírito de renuncia, humildade, devotamento e caridade, espíritos de elevada superioridade dos Pretos-Velhos e Caboclos.

A definição do nome de Umbanda é a seguinte: Temos, em linguagem oriental antiga, a palavra UM, que significa Deus, e BANDA, também da mesma origem, que quer dizer agrupamento, legião. A influencia do Oriente sobre os povos africanos,foi a causa de que, no Brasil, recebêssemos a Umbanda da África dado a grande massa de africanos que emigraram para o Brasil na época colonial. Muitos historiadores que se tem ocupado com o estabelecimento da Umbanda no Brasil, afirmam que ela teve inicio, pode-se dizer, logo após o seu descobrimento, afirmando ainda que, por volta de 1930, já andava por cerca de dois milhões de negros africanos que, dentro dos seus usos e costumes, praticavam os mais estranhos e bárbaros rituais.

Mas, deixando a parte histórica da Umbanda, a qual seria muito longa, devemos aqui apelar para todos os verdadeiros umbandistas que queiram seguir o caminho certo para fazerem o melhor uso que lhes for possível de todos os atributos dos protetores que assistem a todos nós, pois essa colaboração é indispensável, a,fim de que, unidos nesse mesmo ideal, possam dar a Umbanda o lugar de respeito que ela tem, o direito de esperar de todos nos, isto é, de todos os que estão convocados para trabalhar em grandiosa e fraternal oficina. Em resumo, a Umbanda é a Caridade, nada mais.

Dicionário de Umbanda, Altair Pinto, ed. Eco.

Umbanda quem és?

Sou a fuga para alguns, a coragem para outros.

Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.

Sou o cântico que chama ao convívio seres de outros planos.

Sou a senzala do Preto Velho, a ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé, a encruzilhada do Exu, o jardim da Ibejada, o nirvana do Indu e o céu dos Orixás.

Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exu; o cigarro da Pomba-Gira e o doce do Ibejê.

Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.

Sou o sorriso e a meiguice de Maria Conga e de Cambinda; a traquinada de Mariazinha da Praia e a sabedoria de Urubatão.

Sou o fluído que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz.

Sou o isolamento dos orientais onde o mantra se mistura ao perfume suave do incenso. Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores.

Sou livre. Não tenho Papas. Sou determinada e forte.

Minhas forças? Elas estão no homem que sofre e que clama por piedade, por amor, por caridade.

Minhas forças estão nas entidades espirituais que me utilizam para seu crescimento.

Estão nos elementos. Na água, na terra, no fogo e no ar; na pemba, na tuia, no mandala do ponto riscado.

Estão finalmente na tua crença, na tua Fé, que é o elemento mais importante na minha alquimia.

Minhas forças estão em ti, no teu interior, lá no fundo, na última partícula da tua mente, onde te ligas ao Criador.

Quem sou? Sou a humildade, mas cresço quando combatida.

Sou a prece, a magia, o ensinamento milenar, sou cultura.

Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança. Sou a cura. Sou de ti. Sou de Deus. Sou Umbanda.

Só isso. Sou Umbanda.

Autor: Elcyr Barbosa

O médium na Umbanda é chamado de cavalo porque o espírito toma seu mental e também o corpo, diferente do kardecismoque o espírito toma só o mental do médium.

COM O ESPÍRITO INCORPORADO


Sempre digo que o kardecismo é muito mais tolerante que a
Umbanda. Na mesa um espírito incorpora, deixa uma linda mensagem de amor ou de advertência para os perigos mundanos sem a necessidade de dizer seu nome. Na umbanda ele tem que incorporar no ponto de chamada, com a tipicidade da linha (caboclo, preto-velho ou criança), cumprir todas as ordens da hierarquia do terreiro, riscar o seu ponto individual, beber, fumar e dar seu nome, correndo o risco de, se não cumprir tudo, ser chamada a sua atenção. Claro que tudo será feito com cautela e tempo de treinamento. Para chegar a isso, o médium passa uma dificuldade de saber o que fazer dentro do terreiro. Ele está incorporado com o orixá, sentindo toda sua energia, mas ainda falta muito para dar o passo certo como cavalo bem domado, chegando mesmo em alguns momentos achar que o espírito se afastou, fato explicado pelo impulso mental do médium. Nessa parte quero chamar a atenção de um fato de grande importância. Dificilmente um médium é sonâmbulo (ou inconsciente, como alguns dizem), sendo o mais comum o médium consciente, aquele que sabe o que está acontecendo mas não tem o controle das palavras e dos gestos. É o que chamamos de terceira energia. Vejam como funciona: existe uma fusão do espírito do médium com o espírito comunicante, criando-se uma terceira energia. Gosto de dar exemplos. O café e o leite, separados, são puros. Misturados criam uma terceira bebida, podendo ser mais preto ou mais branco, conforme a quantidade das bebidas. Mas sempre, a união de ambos, terá uma terceira qualidade. É impossível a comunicação pura do espírito. O importante é a presença do espírito, com maior ou menor intensidade. Voltando ao médium perdido no terreiro, o seu impulso inicial é procurar alguém para lhe dar um passe ou tocar em sua testa. Muitos dirigentes não gostam desse procedimento e inibem o espírito de fazer isso, o que é um erro porque, talvez até mais que o próprio dirigente, é o espírito quem quer o desenvolvimento de seu cavalo escolhido. Recomendo para minha hierarquia deixar que isso aconteça, sem exageros, é claro. Com o decorrer do tempo esse médium ganha um charuto, cachimbo ou cigarro de palha, conforme a entidade, e é quando ele começa a se acalmar, até procurar um lugar para sentar. Daí para riscar o ponto é bem mais rápido. Quero anotar aqui, para conhecimento dos médiuns em desenvolvimento, alguns erros que atrapalham bastante a evolução da mediunidade:

  • não procurar, sob nenhuma hipótese, tentar adivinhar o nome do espírito;

  • não querer riscar o ponto sem antes estar bem assentado com a entidade;

  • não tentar dar avisos e recomendações a ninguém;

  • não ter ciúmes do espírito e não pensar que ele é seu, porque espírito não tem dono.

  • 1 - É comum o médium incorporado procurar um amigo seu para lhe dar um passe ou falar com ele, e isso não invalida a incorporação e não quer dizer que foi o médium que procurou e não o espírito, principalmente porque a entidade sabendo das dificuldades de seu cavalo tenta de todas as formas facilitar a incorporação. Alguém já me perguntou como o espírito sabe que a pessoa é amiga do médium. Respondi convicto: mais do que o guia ninguém conhece tanto os amigos de seu protegido.

  • 2 - É fundamental ao médium confiar nos dirigentes do terreiro. Incorporem que as pessoas responsáveis estão lhe cuidando. Eu na primeira vez que fui ao terreiro da Umbanda, senti a incorporação e saí dando passes para o ar e quase caí dentro do Congá. Meu pai-de-santo carinhosamente ajudou-me a levantar e disse: você não está na mesa kardecista, e sim em um Terreiro de Umbanda. Com o tempo você aprende. E eu tinha vinte e cinco anos de experiência, o que me fez responder ao pai-de-santo: estou nas suas mãos, vou esquecer momentaneamente tudo que sei do espiritismo. E foi o que fiz, sem nenhum arrependimento. Fazia, sem questionar, tudo que o pai-de-santo mandava.

Na Umbanda os médiuns mais comuns são os de incorporação e os de intuição.


http://www.paimaneco.com.br/pesnochao.html




Mandamentos do médium Umbandista

1) Não Ter no coração os sentimentos de superioridade, nem desejos de comparações desnecessárias.

2) Ter como primordial a vontade de alcançar o prometido em esferas superiores e demonstrar aos seus semelhantes.

3) Que os olhos da observação sejam o complemento de seus ideais mediúnicos: a curiosidade desnecessária atrai longo tempo perdido.

4) Não fazer justiça segundo seus interesses menores, a verdadeira sabedoria é estar vigilante consigo mesmo.

5) Não ser um ditador de normas e condutas, mas sim um orientador através de exemplos dados, através de suas atitudes.

6) Ter confiança nas entidades que o cercam, nem sempre se enxerga as verdades com os olhos da matéria. Está escrito : o que se colhe é o que se plantou.

7) Não acumular trabalhos desnecessários, nem se sobrecarregar com conversações fúteis. Guardar o tempo, pois a serenidade tem que ser o principal exemplo, e esse só é demonstrado com o equilíbrio.

Autor : Caboclo Caçador

Declaração de um Umbandista

Amo a ti Umbanda, com seus versos sagrados, com seu chão molhado, do suor dessa gente que sabe trabalhar.

Amo a ti Umbanda, com sua caridade, com seus guias de simplicidade, que nos fazem sonhar.

Amo a ti Umbanda, com sua alegria de verdade, com sua humildade, que a todos vão contagiar.

Amo a ti Umbanda, e te vejo livre como uma criança, que dança sobre a Terra. És prenuncio da Nova Era que se traveste de inúmeras cores, nomes e formas.

Amo a ti Umbanda. Então, faz renascer a tradição do passado, do vermelho, negro, amarelo, branco, pardo, faz renascer tua glória em minha terra Brasil.

Texto enviado para a Lista de Debates "Saravá Umbanda" em março/99, autor desconhecido.

Nós médiuns Umbandistas temos de nos conscientizar de nossa responsabilidade quanto ao atendimento de pessoas em nossas casas, existem alguns pontos a serem observados.
Nunca devemos pensar que a responsabilidade de um atendimento é toda da entidade, nós
também temos uma parcela muito grande de participação em todo o contato com os
consulentes.

De uma forma simples podemos entender assim: O médium gera uma energia que ao juntar-se à energia da entidade que venha a incorporar, cria uma terceira energia, que é a que vai atuar durante o atendimento, portanto se uma das energias estiver em desequilíbrio (geralmente é a do médium), isto afetara a eficácia do atendimento, sendo assim sempre que formos aos trabalhos devemos tentar ao máximo estarmos equilibrados, e se isto não for possível o correto seria não atendermos diretamente a ninguém, pelo menos até nos sentirmos melhor.

- Devemos ter muita atenção ao que é falado para as pessoas, lembremos que muitos que vão até os terreiros, muitas vezes estão desesperados, abalados emocional e psicologicamente e podem interpretar de forma errônea as palavras, também podemos estar criando ilusões que podem vir a se tornar decepções.

- Outro ponto a ser considerado é o atendimento a pessoas com algum tipo de doença. Nunca em hipótese algumas podemos fazê-la pensar que pode parar com os medicamentos
receitados pelo seu Médico simplesmente por estar se tratando também no terreiro, pois se assim for feito é esta pessoa vier a piorar ou até a morrer, podemos ser responsabilizados criminalmente. Também não podemos nunca receitar remédios que não sejam de ervas ou naturais e mesmo assim tomando muito cuidado, sabemos que muitas ervas se não usadas corretamente podem causar efeitos colaterais, pois são tóxicas.

Lembrem, receitar remédios(de farmácia) sem estar habilitado para isto é exercício ilegal da medicina.

Irmão de fé vamos ser umbandistas com ética e responsabilidade, não vamos prometer milagres que sabemos não sermos capazes de realizar.

Não vamos criar falsas ilusões que venham mais tarde se tornarem verdadeiras decepções.

Façamos da Umbanda uma religião de fé e amor, onde todos entendam que temos um
caminho e que ao caminhar por ele vamos colher os “bônus” mas também pagar os “ônus”....

Marco Boeing
Associação Espiritualista Mensageiros de Aruanda
marco@ics.curitiba.org.br
Curitiba-PR





Três sites muito bons ,aos quais inteiramente recomendo.

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