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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Umbanda,Candomblé e Candomblé de Caboclo - Boiadeiros;



Boiadeiro das Almas da Mina (Imagem pertencente e personalizada do T E Cruzeiro da Luz) 

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.


Boiadeiro das Almas da Mina (Imagem pertencente e personalizada do T E Cruzeiro da Luz) -

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. 

Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha. No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência. 

Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus. Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos. Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc … 

Sua saudação: Getruá Boiadeiro, Xetro Marrumbaxêtro


Boiadeiro das Almas da Mina (Imagem pertencente e personalizada do T E Cruzeiro da Luz)

 Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações. Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.


Boiadeiro do Sertão 

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens. Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores. Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os Eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).


Boiadeiro Menino

Sobre Nossos Caboclos Boiadeiros

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais. Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus. Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática dada magia na terra. Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). Quando bradam altoe rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus. Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc… Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
FONTE:http://www.assemacuritiba.com

 Boiadeiro Venâncio

OUTRO TEXTO:

Boiadeiros
São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.

 Caboclo Boiadeiro

Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).


Caboclo Boiadeiro

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.


Boiadeiro da Mina

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.


Boiadeiro das Almas da Mina (Imagem pertencente e personalizada do T E Cruzeiro da Luz)

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Omulú. Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.


Boiadeiro João do Laço

Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

FONTE: http://www.umbanda.amovoce.net

 Boiadeiro Menino da Campina 

Mais um Texto :



 Os Boiadeiros

Uma manifestação de espíritos daqueles que foram muito acostumados a terra de chão e tocavam o gado pelas estradas do interior de nosso Pais, em condições muito difíceis mas que nunca abalou a adoração desse povo pela lida no campo.

A magia de sua gira é inconfundível, as histórias que trazem na bagagem são tão fascinantes como importantes no exemplo que nos exprimem.


Um Boiadeiro traz consigo as lições de um tempo onde o respeito aos mais velhos e a natureza, a família e aos animais, enfim, a boa educação e bons costumes falavam mais alto e faziam muito mais diferença do que nos dias de hoje.


Os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxóssi, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Para algumas correntes de pensamento umbandista, esses espíritos já foram Exus e, numa transição dos seus graus evolutivos, hoje se manifestam como caboclos boiadeiros.


De um modo geral, os Boiadeiros usam chapéu de couro com abas largas (para proteger-lhe do sol forte), calças arregaçadas e movimenta-se muito rápido e costumam chegar aos terreiros com sua mão direita levantada, girando, como se estivesse laçando, esbravejando a inconfundível toada “êeeee boi” como se ainda estivessem tocando seu rebanho. O chicote e o laço são suas “armas espirituais”, verdadeiros Mistérios, e com eles vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e os consulentes. A corda é usada com sabedoria para laçar o “boi brabo”, ou para “pegar aquele que se afasta da boiada”, ou ainda usada para “derrubar o boi para abate”. Dentro do campo mediúnico, os boiadeiros fortalecem o médium, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.

Desconheço o Autor .



 Pontos Cantados de Boiadeiro

Eu tenho meu Pai eu tenho...

eu tenho um beija-flor

Eu tenho meu Pai eu tenho

Pai Oxosse Matalabô
Oi da laranja eu quero um gomo
e do limão quero um pedaço
E do Caboclo Boiadeiro
eu quero um grande abraço
Mas quem quiser saber meu nome
mas não precisa perguntar
Sou Boiadeiro da Chapada
Aqui e em qualquer Lugar
Mas vou tocando minha boiada
Toco berrante pelas estradas
Eu sou caboclo
Sou Boiadeiro
E resolvo qualquer parada


 Tirei meu chapéu

implorei a meu Deus

quem não me conhece

Boiadeiro sou eu


Apanhei minha Roseira
Para tirar do caminho..
Apanhei minha Roseira
Para tirar do caminho..
Na terra de Boiadeiro
Não se pisa em espinho.



xo, xo, xo passarinho
saia do meio da estrada

xo, xo, xo passarinho
saia do meio da estrada
que ai vem seu boiadeiro

trazendo sua boiada



Boi, boi, boi, boi, boiá
Boi, boi, boi, boi, boiá
Tira a chinela do pé o moreno
Não deixa esse boi escapar!
Tira à chinela do pé o moreno
Não deixa esse boi escapar!


Eu vou-me embora que eu aqui não fico
Eu vou-me embora que eu aqui não fico
Senhor Ogum mando me chama
Se vê meu bando dê lembrança a eles
Adeus ate quando eu volta
Se vê meu bando dê lembrança a eles
Adeus
ate quando eu voltá




Me chamam de Boiadeiro

Não só Boiadeiro não
Eu sou zelador de gado
Boiadeiro é meu patrão
la ia
Boiadeiro é meu patrão
la ia
Eu venho de muito longe
Eu venho cortando a estrada
Com meu laço na garupa
Levando boi na envernadala
la ia


  

O meu chapéu de coro

É por Deus a bençoado

O meu chapéu de coro
É por Deus a bençoado
O da licença de entra nesse cercado
O da licença de entra nesse cercado
Galo canto
canto de madrugada
Esta na hora de chama a vaquejada
Galo canto de madrugada
Esta na hora de chama a vaquejada
Balança porteira velha
Porteira já balanço
Balança Porteira velha
Boiadeiro já chego.






Eu peguei meu laço pra laça meu boi

Que o meu boi fugiu e eu não sei pra onde foi
Laça
Laça laçador
Laça o inimigo e também o traidor






O boi já vinha cansado

e o carreiro também vinha
O boi já vinha cansado
e o carreiro também vinha
em todo lugar que parava
chamava seu boi na guia
em todo lugar que parava
chamava seu boi na guia
êh malhado
chamava seu boi na guia
êh malhado
chamava seu boi na guia





Boiadeiro êh
Na mata já deu sinal
Boiadeiro êh
Na mata já deu sinal
O chapéu do Boiadeiro
Traz o bem e leva o mal
O chapéu do Boiadeiro
Traz o bem e leva o mal

Boiaderinho novo que hora você chegou
Eu cheguei de madrugada na hora que o galo cantou

Boiadeiro comprou canga
mas não tem boi pra puxar
Aue seu boiadeiro
 Poe seus filhos para trabalhar.

Fazenda boa
oi fazenda de São Vicente
Eu mandei buscar um touro
oi me mandaram um boi valente.

Quando matar este boi, o mocotó e meu,
Que pra pagar o trabalho, que esse boi me deu,

Oi mato o boi e tira o coro que eu não mereço esse desaforo.





BÓIA BOIADEIRO
OH BOIADEIRO BÓIA
BÓIA BOIADEIRO
OH BOIADEIRO BÓIA
SE EU CONTAR MINHA VIDA
BOIADEIRO CHORA
SE EU CONTAR MINHA VIDA
BOIADEIRO CHORA


"boa noite meu senhor
boa noite para o cavaleiro
boa noite meu senhor
boa noite para o cavaleiro
eu sou o caboclo guerreiro
mas todos chamam d caboclo vaqueiro
eu sou o caboclo guerreiro
mas a todos chamam d caboclo vaqueiro"


Seu Boiadeiro leva a boiada pro curral...
O vento que venta aqui, também venta acolá...
Seu Boiadeiro não é hora de parar...
És boiadeiro aqui e em qualquer lugar...


De manhã cedo,
Boiadeiro toca o Sino...
Ele é menino mais já sabe trabalhar...
Seu moço,
o que há...
Seu Boiadeiro é de Bom Jesus de Mariah...
Ô Lapaaaaa Lapa de Bom Jesus...
Ô Lapa terra sagrada...
Boiadeiro é quem nos Conduz...


Botei meu laço na porteira...
Pra inimigo não passar...
Quem tentou passar no laço...
Nunca mais irá voltar...


Num certo dia fui contar meu gado,
Dei por falta de Malhado,
Meu Malhado fugiu.
Meu Malhado fugiu, fugiu, fugiu,
Onde anda meu Malhado,
Ninguém sabe, ninguém viu.


Toma lá Vaqueiro
Toma lá vaqueiro,
Toma jaleco de couro,
Toma jaleco de couro,
Na porteira do curral.


Ai patrão, mas eu também sei carrear,
Ai patrão, mas eu também sei carrear.
Ponha a junta no boi Preto
Outra junta no boi Pacato.
Boto a canga no boi Preto
E vou puxar canavial.


Carreiro Novo
Que não sabe carrear,
Carreiro novo
Que não sabe carrear,
O meu boi matou carreiro
Na ponta desses gongá.

Ô Carreiro bom,
É o carreiro da fazenda.
O boi fica na estrada,
Boiadeiro está na tenda.


Boiadeiro é meu, é meu irmão
boiadeiro é meu irmão do coração
boiadeiro não sou eu
boiadeiro é meu patrão
boiadeiro tem boiada
e eu não tenho boiada não!


mas eu vinha no celeiro da fazenda
ah uma moça na janela me chamou
eu disse a ela que eu não sou palhaço
que sou boiadeiro comigo não tem embaraço(2x)
jetuê, jetuâ
corda de laçar meu boi
jetuê, jetuâ
corda de meu boi laçar


Cabana quer dizer casa de índio
Cabana quer dizer seu jacutá
Seu boiadeiro onde mora Janaina
Mãe Janaina mora nas ondas do mar


Seu vaquejada
Pegou um laço de couro fino.
Capote de pele quente.
Seu vaquejada já tá saindo.
Sua boiada partiu na frente.


Quando venho la de cima
de cima do meu sertão
montado no meu cavalo
vestido com meu jibão
trago minha faca e minha corda de laçar
na ponta do meu ferrão
nenhum boi quer me topar
o Le Leo boi
o leleo lálá


Boiadeiro é
Meu amigo leal
Boiadeiro é
Meu amigo leal
Ao passar da meia noite ,
Faz o bem e faz o mau.
Ao passar da meia noite ,
Faz o bem e faz o mau.


Cadê minha corda de laçar meu boi
o meu boi fugiu
eu não sei pra onde foi


CAPACETE VERMELHO
COROADO DE ESPINHOS
CAPACETE VERMELHO
COROADO DE ESPINHOS
AONDE MORA UM BOIADEIRO EUILA NA JUREMEIRA


Ó Deus salve esta casa santa
Onde Deus fez a sua morada
Onde mora o cálice bento
E a hóstia consagrada
Ó Deus salve esta casa santa
Onde Deus fez a sua morada
Onde mora Tateto Omolu
E a hóstia consagrada



A menina do sobrado
mandou me chamar
pra seu criado
A menina do sobrado
mandou me chamar
pra seu criado
eu mandei dizer a ela
que estava tocando seu gado
eu mandei dizer a ela
que estava tocando seu gado
Auê boiadeiro
eu gosto do samba rasgado
Auê boiadeiro
eu gosto do samba rasgado


Abelha que faz o mel
Também faz o samburá
Abelha que faz o mel
Também faz o samburá


Arreia cavalo
Vaqueiro vem chegando jurema
Arreia cavalo
Vaqueiro vem chegando jurema
Pra ir embora...


ADEUS ROLINHA,
ROLINHA FOGO APAGOU
ADEUS ROLINHA,
CAMARADA JÁ ME VOU
ROLINHA QUANDO VOA,
BATE COM PAPO NA AREIA
ELE VAI EMBORA
VAI VOLTAR PRA SUA ALDEIA
ROLINHA QUANDO VOA
BATE COM PAPO NO CHÃO
ELE VAI EMBORA,
SEU BOAIADEIRO É MEU PATRÃO
ADEUS ROLINHA,
ROLINHA FOGO APAGOU
ADEUS ROLINHA CAMARADA
JÁ ME VOU...


VEM LÁ DO SERTÃO DO AMAZONAS
VEM PRA SARAVAR NESTE TERREIRO
BOIADEIRO CHAPÉU DE COURO
É CABOCLO E BOM GUERREIRO!
QUANDO CHEGA NESTA BANDA
VEM PRA SARAVÁ GONGÁ!
LOUVA O SANTO DA CASA
TOMA ABÊNÇÃO A OXALÁ!


la ia
Eu venho de muito longe
Eu venho cortando a estrada
Com meu laço na garupa
Levando boi na envernada
la ia


Aldeia nova que não tem vaca nem boi
Aldeia nova que não tem vaca nem boi
Nasceu bezerro novo, não sei nem como foi


Eu tava na mata serrada
Com meu gado esparramado
Eu tava na mata serrada
Com meu gado esparramado
Meu boi, minha boiada
Boiadeiro venha vaquejar seu gado
Meu boi, minha boiada
Boiadeiro venha vaquejar seu gado.


Quem vem lá sou eu
o maior é Deus
se a cancela bate,
boiadeiro sou eu.


História do Boiadeiro Navizala


Sr. Navizala viveu no sertão de Pernambuco, no século XVIII, era boiadeiro (tocador de gado, como diz). Morava em uma casinha de sapé no meio da caatinga, sua mãe era uma grande médium, chamada por lá de benzedeira ou curandeira, aos cinco anos de idade, perdeu seu pai, ficando apenas ele e Dona Cecília, sua mãe, com o desencarne do pai, o pequeno Navizala sentiu sua vida difícil de sertanejo, tornar-se ainda mais sacrificante, viviam do pouco que a pequena roça, plantada por ele e a mãe, produzia, a pouca idade, não o impedia de ajudar.
Ele carpia, semeava, colhia, enfim, ajudava a mãe em tudo, mas contando com todo o amor de sua humilde e sábia mãezinha, que todas as noites preparavam no fogão a lenha, a farofa com banana, uma iguaria para o pequeno Navizala, eles rezavam e comiam à luz de um lampião, depois se sentavam embaixo do pé de juazeiro no quintal, e Dona Cecília ensinava ao filho as coisas da vida espiritual, que ele ouvia maravilhado, quanta sabedoria em uma mulher tão simples, eram felizes, era feliz quando não estavam na roça, sua mãe atendia muita gente da redondeza, não havia hospital, nem médicos, aquela mulher era a única esperança daquele povo pobre do sertão, tinha vários canteiros de ervas e com elas fazia suas famosas garrafadas, benzia as crianças desnutridas, os agricultores feridos por ferramentas enferrujadas faziam partos, fazia tudo o que podia e salvava muitas vidas, o pequeno Navizala sabia de cor o nome de todas as ervas e com sua vidência apurada, dizia a mãe quando a pessoa chegava acompanhada por obsessores, assim iam levando a suas vidas, Dona Cecília desencarnou dormindo tranquilamente quando Navizala tinha 15 anos, ele chorou muito, estava só no mundo, mas começou a ver a mãezinha que lhe dizia pata ter ânimo e continuar a missão, ele começou então a trabalhar para fazendeiros da região, levava boiadas para todos os cantos do nordeste, assim poderia com suas viagens ajudar mais pessoas, e assim foi, onde ele parava, sempre tinha alguém doente que precisava dele, salvou muitos e fez amigos em toda parte, sua mãezinha sempre estava o seu lado orientando, incentivando e consolando nos momentos difíceis.
Aonde chegava Sr. Navizala, deixava sua luz, de seu mesmo, só tinha o seu cavalo malhado, companheiro inseparável, o rosário de sua mãezinha e um par de botas gastas, mas gostava mesmo era de andar descalço e adoçar a boca com um pedaço de rapadura, gostava dos banhos de açude, de cuidar dos animais e de conversar com as pessoas, um espírito equilibrado e forte, que nunca se deixou vencer pela aridez da vida. Sua missão na terra acabou aos 49 anos de idade, assim como sua mãezinha, deitou-se e deixou o corpo, foi para o astral onde pôde abraçar a sua, sua mãezinha, seu pai, seus mentores, no enterro do Sr. Navizala estavam presentes mais de cem pessoas, pessoas que ele ajudou e que sentiam de verdade sua partida, pessoas de todas as partes do sertão, pobres e ricos, agradecidos àquele homem maravilhoso por ter praticado o bem, feito o melhor que podia por todos, ao chegar ao astral, ficou surpreso, emocionado, chorou, uma fila se formou, eram muitos que também queriam abraçá-lo, pessoas que ele tinha ajudado na terra. Sr. Navizala, representa a força do sertanejo, a luta, a honestidade e a sabedoria daquela linda gente, quando pediu para vir trabalhar, ele escolheu continuar ajudando, pediu para vir com todas as características que tinha como sertanejo, inclusive o linguajar simples e direto, trabalha pela cura espiritual, emocional e física.

Quando seu Navizala desencarnou, no dia seguinte seu querido cavalo, também se foi... Quem conhece esse mentor, sabe que ele não gosta de rodeios, é direto, gosta de quem olha nos olhos, se seu nome não fosse Navizala, seria sinceridade.
Característica:
Indumentária: veste em geral, traje de vaqueiro nordestino, com gibão, chapéu e outros acessórios e apetrechos de couro.


Desconheço o Autor.

Mais Pontos Cantados de Boiadeiros:

Sou eu sou eu
sou eu que cheguei na banda
sou eu
Peço licença em nome de Oxalá
Minha toada na viola
vou tocar
Meus amigos batam palmas
para me ajudar
Sou eu
Sou eu sou eu
sou eu que cheguei na banda
sou eu
Quem quiser saber meu nome
não precisa perguntar
Sou João da Serra
do sertão do Ceará
Com meu chapéu de couro
Com meu laço na mão
Minha viola é meu tesouro
O meu lar é no sertão
Sou eu

Toada de Boiadeiro - Cantigas de Umbanda

Nas tranças dos seus cabelos
Eu bebi água do gravatá
Eu bebi água do gravatá seu boiadeiro
Eu bebi água do gravatá
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu e água rolou
Foi tanta água que seu boi nadou

Água de Gravata - Por aqui Choveu

O meu sertão é alto
Eu avisto o mar
E seu boiadeiro
Filho de gangazubá
O meu sertão é alto
Eu avisto o mar
Ele é boiadeiro
Filho de gangazubá
O meu sertão é alto
Eu avisto o mar
E seu Serra Negra
Filho de gangazubá
O meu sertão é alto
Eu avisto o mar
E seu Ventania
Filho de gangazubá




De manhã cedo na capela bate o sino
Seu boiadeiro veio aqui para rezar
Trabalhador não tem noite
Não tem hora
Galo cantou tá pronto pra trabalhar


De manhã Cedo - CD Umbanda Força e Magia

Salve a gira de Santo Antonio!
Santo Antonio de pemba
Caminhou sete anos
À procura de um anjo
Foi até que encontrou
Caminhou, caminhou
Mas como caminhou
Mas como caminhou, Santo Antonio de pemba
Como caminhou
Auê ele mora na mata auê

Caminhou Sete Anos

Boiadeiro é meu
É meu amigo leal
Mas boiadeiro é catimbó
É meu amigo leal

Boiadeiro é meu amigo leal

Oi era um boiadeiro Navizala
Oi era um boiadeiro Navizala jetruê
Eu vim de Minas trazendo minha boiada
Na beira da estrada
Eu parei pra descansar
Boiadeiro ê
Boiadeiro ah
Boiada boa como a de Minas não há rapaz
Boiada boa como a de Minas não há
Ele é carreiro
Da estação da Leopoldina
Ia carreando o boi
lá pro estado de Minas
Boiadeiro ê
Boiadeiro ah
Boiada boa como a de Minas não há rapaz
Boiada boa como a de Minas não há
A minha boiada é de trinta e um
Mas eu só tenho trinta tá faltando um
Quem samba fica quem não samba vai embora
Eu vou chamar seu boiadeiro
que vai começar o samba agora
Boiadeiro joga o laço pra laçar seu Boi Tatá
Se o cavalo é puro sangue
O cavaleiro nem se fala
Jetruê
Jetrua

Boiadeiro Pout Pourri

Aparei minha roseira
para tirar do caminho
Na aldeia de boiadeiro
Não se pisa em espinho
São sete anos
Com sete noites
Que eu andava
Na juremeira

Aldeia de Boiadeiro

Sou brasileiro
Sou brasileiro
Sou brasileiro imperador
Sou brasileiro o que é que eu sou?
Brasileiro imperador


Brasileiro Imperador

De lá vem vindo
De lá vem só
De lá vem vindo à força maior
De lá vem vindo
De lá vem só
De lá trazendo a força maior
E lá no mato tem um boiadeiro
Ele é bonito e formoso
Como o raio do sol
E como vai camarada?
Eu vou indo
Eu venho aqui na pancada do sino

Boiadeiro Pout Pourri 02

Mas ele veio pelo rio de contas
Vem caminhando por aquela rua
Olha que beleza
Seu boiadeiro no clarão da lua

Boiadeiro no Clarão da Lua

Sai
Boa noite meus senhores
Sai, sai
Boa noite venham cá
Sai ,sai
Eu me chamo boiadeiro
Sai ,sai
Aqui em qualquer lugar
Sai ,sai
Não nego meu natural

Eu Me Chamo Boiadeiro

Cadê minha corda de laçar meu boi?
O meu boi fugiu, eu não sei pra onde foi
Toma lá vaqueiro
Toma jaleco de couro
Toma jaleco de couro na porteira do curral

Cadê Minha Corda

Pedrinhas miudinhas
Pedrinhas de Aruanda ê
Lajeiro tão grande
Tão grande de Aruanda ê


Com meu chapéu de couro
Por Deus abençoado
Ao chegar peço licença
Para entrar nesse reinado
Ele é da Bahia
Esse baiano vale ouro
Ele é da Bahia
Salve seu Chapéu de Couro

Chapéu De Couro

E quem vem lá é dois
Dois de Ouro
Quem vem lá boiadeiro sou eu
A cancela do meio bateu
Sou eu boiadeiro sou eu
Boiadeiro, boiadeiro
Sua boiada esparramada
Boiadeiro chama seu guia
E vai ver sua boiada


Dois De Ouro

Eu dei um tiro quero ver zunir
Eu dei um tiro quero ver cair



Quero Ver Cair

Tava longe, tava longe
Tava longe dessa terra
Tava longe, tava longe
Tava longe tava em guerra


Tava Longe, Tava em Guerra

Ê boi ê boi ê boi
Eu vou buscar meu laço
Eu perdi minha boiada
Na beirada do compasso
Eu fui boiadeiro
Eu fui sim senhor
Mas perdi tudo que eu tinha
Por causa de um grande amor

Vou Buscar Meu Laço

Não toque nesse boi
Esse boi é cruzado
Ele é de boiadeiro
Caboclo valente
De bico afiado
Se você precisar
Boiadeiro está aqui
Mas não toque no boi
A ponta da chibata pode te ferir


Chibata de Boiadeiro

No caminho boiadeiro toca o sino
Ele é menino, mas já sabe trabalhar
Seu moço toque a guiada
Seu boiadeiro
Bom Jesus do Maria

No Caminho Boiadeiro Toca o Sino

Cadê seu boiadeiro?
Onde ele está?
Ele tá fechando o corpo
Para trabalhar
Tange muito gado
Cura muita gente
Ele é Zé Boiadeiro
Que cabra valente

Cadê Seu Boiadeiro?

O lapa, o lapa de Bom Jesus,
O lapa, terra sagrada,
Boiadeiro é quem nos conduz.

Lapa de Bom Jesus - Umbanda Força e Magia

É hora, é hora
É hora de rezar
A certeza que eu tenho
De morrer para viver
É a certeza que na mata
Folha verde vai nascer
Boiadeiro do sertão
Vence tudo que vier
Vence a mata e o touro bravo
Vence o mau se Deus quiser
É hora, é hora
É hora de rezar
Manhãzinha quando surge
Boiadeiro já acordou
Já fez prece
E o mundo então cantou
Gira o tempo
Gira o dia
Gira o laço pelo ar
Louvando pai Oxalá

Hora de Rezar

Mais um adeus, aleluia Adeus!
Vou pra Jurema
Quem vai embora sou eu

Retirada de Boiadeiro

Vou-me embora pro sertão
Viola meu bem, viola
Eu aqui não me dou bem
Viola meu bem, viola
Sou empregado da lei
Sou maquinista do trem
Vou-me embora pro sertão
Que aqui não me dou bem
Ô viola meu bem, viola

Vou Me Embora Pro Sertão

E com um laço de couro fino
Capote de pele quente
Seu Vaquejada já tá saindo
Sua boiada partiu na frente

Subida - Laço de Couro Fino

Água no pé da gruta
Na gruta de Santa Cruz
Seu boiadeiro é hora, é hora
Sua guiada é de Jesus


História do João Boiadeiro

O Seu João Boiadeiro, sempre montado em um cavalo branco, dá nítida marca de ter habitado o sul brasileiro.

É alto, corpo forte, rosto comprido e queimado pelo sol, com vasto bigode preto.

Assim o Seu João apresenta-se no terreiro.

Gênio alegre e descontraído, pode, quando desrespeitado virar para a irritação e violência.

Tem que ser tratado com muito respeito, que aliás merece, não gostando de intimidade.

Gosta de conversar.

Conta passagens de sua vida sempre ressaltando a liberdade, amor pela natureza, respeito aos animais e fidelidade ao patrão, muito embora diga, que seus patrões são o sol a lua, a chuva, o vento, os campos e rios.

Costuma dizer que ninguém pode ser feliz sem a liberdade.

Faz trabalhos maravilhosos, tanto na Umbanda como na Quimbanda.

Representa a liberdade.

Características

Indumentária : Veste bombachas, facão na cinta, capa preta levada lateralmente no ombro, chapéu preto, lenço no pescoço e laço na mão.

Pontos Cantados do João Boiadeiro:

Se me chamam Boiadeiro ,
Boiadeiro, eu não sou não ,
Só sou tocador de boi ,
Boiadeiro é o meu patrão.


Vem cá guria depressa,
Venha ventando,
Que é pra ver João Boiadeiro,
Cachaça que desce queimando (homens), 
Pega as coisas lá pro homem ,
Chicote ele estala no peito,
Não tem boi que seja bobo ,
De faltar-lhe com o respeito (mulheres) ,
Chegou, chegou, chegou ,
João Boiadeiro no terreiro chegou ,
Chegou João Boiadeiro chegou .

Da primeira a décima segunda imagem,aqui postada ,o autor é o Artista Julio,e foram retiradas de sua galeria no site :https://picasaweb.google.com/juhno.
Demais imagens ,retiradas da internet.
Desconheço os autores;
Como são vários textos,coloquei cada fonte de pesquisa no final dos textos.

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