Seguidores

Pesquisar neste blog

Meus blogs :

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ciganos e sua Magia

O som do violino corta a noite. Ele acorda os espíritos ciganos que vêm da Rússia, onde moram em castelos de pedra, ou da Espanha, onde dormem nas praças de touros. Pandeiros, palmas, cânticos de ciúme e amor deste anoitecer no acampamento, algo de sonho e de mágico.
Saias vermelhas, xales negros, pulseiras douradas nas mulheres, brilham mais que a Lua, a deusa de todos os ciganos. E, enquanto aumentam os cantos e os feiticeiros se esquentam junto da grande fogueira, vamos nós, mais uma vez, tocar na poderosa e terna magia das tribos, para aprender, pela voz da mãe-dos-feitiços, segredos jamais revelados.
Canta violino, bate com o pé descalço no chão, povo cigano, que é sua a noite, e suas são todas as estradas. E, entre moedas de ouro e talismãs de prata, ao cair das cartas do Tarô, ao tilintar dos pêndulos, mostremos a sua força.
Os donos da Magia Vermelha sempre foram os ciganos; segundo as lendas, este povo nasceu na Índia. Foi no começo do mundo. Eles trabalhavam com o ouro, o bronze, a prata e adoravam a deusa do fogo, protetora de todos os que moldam o metal. Mas, num dia de revolta popular, eles foram expulsos de suas terras. E então, aos pés da divina mãe-da-tribo, fizeram o juramento de andar por todos os lugares, sem pátria, já que deixaram a sua, como malditos.
Contam as cantigas gitanas que a tribo andou por todo o Oriente, colheu lótus na China, tocou nos papiros do Egito, deixou-se envolver pela atração da Esfinge de Gisé, dançou nos castelos de Espanha, nas feiras portuguesas, bebeu o vinho bom da liberdade por todo o canto.
Hoje estão aqui, nas terras verde-amarelas, e andam pelas estradas de casas de sapê, ouvem rezas de lavadeiras, espiam nossa vida cabocla, lêem nossa mão. São eles os ciganos da Tribo Lua Nova, uma das mais antigas, uma das mais quentes de amor.
Com suas saias rodadas, de ramagens coloridas de vermelho e amarelo, com suas pulseiras e brincos de ouro, seus Talismãs de meias-luas de prata, seus berloques de marfim de lápis-lazúli, correntes de moedas douradas no pescoço, tranças com fitas, lenços e medalhões, as ciganas caminharam por todo o Sind. Fugiam da expansão dos árabes da Índia. Os homens levavam os ídolos, os cantos védicos, os cães e as cabras. Chegaram ao Punjab, outra parte da Índia. Lá, de Chandigarh fugiram para o Afeganistão. Cansados e famintos, armaram suas tendas, acenderam suas fogueiras nas terras do Afeganistão, mas mal sabiam que lá também não poderiam ficar. No ano seguinte estavam na Armênia, depois por toda a Ásia Menor afora, entrando na Europa pela Grécia.
Hoje, espalhados por quase todo o mundo, estes descendentes dos hindus, agora chamados ciganos, não conhecem estas histórias e suas tradições. Desde a peregrinação no ano 800, até agora, esta gente conheceu quase toda a Europa. Lembram-se, em suas conversas à noite, entre canções dolentes, de que seus bisavós falavam dos tempos da Valáquia, da Moldávia e da querida Hungria, onde chegaram em 1417. Até hoje cantam em seus bródios cantigas húngaras. Relembram as terras germânicas onde chegaram em 1418, e das feiras em Paris lá pelos idos de 1419.
Outros, dando risadas, falam de seus “maiores” que viveram na Catalunha, terra por demais amada pelos zíngaros. Lá vivem milhares deles ainda hoje. Lá cuidam e amam a Santa Virgem de Triana, conhecida como La Gitana. Outros, bebendo sifrit, uma mistura de vinho, ervas e cascas de fruta, falam dos teatros que faziam em Évora, em Portugal, seus tetravôs. Sim, pois em Portugal os ciganos foram muito notados e até eternizados por Gil Vicente na Peça “Farsa dos Ciganos”, quando quatro gitanos conversam em mau castelhano com RI Rei D. João III.
Para o Brasil. eles vieram nos tempos de nossa colonização. Turbulentos, suspicazes, alegres, misteriosos, esses descendentes dos hindus do Punjab e de Sind foram até citados nas “Confissões da Bahia” em 1593. Viveram em Pernambuco, em Salvador, no Rio colonial e agora, alguns mais velhos, lembram dos tempos em que residiam no Rio, na Praça Tiradentes, onde liam a sorte e vendiam cavalos.
Agora, vivendo em todas as partes, continuam a venerar seus santos católicos, seus ícones, Sara, cuja igreja em Chartres é a verdadeira Catedral dos Ciganos, a praguejar em calão e a rir sua risada velha como o mundo. Riso que ainda tem muito das peregrinações ao rio Ganges, ou à cidade santa de Varanasi, riso matreiro de quem dançou as danças de Orissa, fez procissões em Darjeenlin e em Tripura, de quem peregrinou por Paris nas feiras de compras de cavalos, e pelas areias do deserto. Riso de olhos debochados de quem já viu de tudo e que traz em si o sonho de grandeza, de fortuna, de carroças cheias de ouro e jóias e muito, mas muito, da miséria humana, de suas lutas, medos, fantasias e crendices. Riso de caldeireiro, soldador, troçador de baralho, rezador, riso que tem em si o segredo de um povo nômade e velho, mistura de árias e hindus, gregos, catalães, portugueses, riso que só o têm esses filhos do Sol e da Lua, irmãos do vento, os eternos e misteriosos ciganos.
Apesar das diferenças locais e dos regionalismos, eles mantêm ainda vivos os traços fundamentais: o nomadismo permitiu a preservação dessa cultura diante dos ataques de que sempre foram alvo.  Em 1969, durante a realização de um congresso de ciganos em Brasília, Gratton Buxon, secretário do Conselho Cigano Britânico, advertia para essa “irreversível perda da identidade”. Confirmando a tese sobre a origem hindu, a Comissão pelos Direitos Humanos da índia declarou que os ciganos são hindus no exílio e pediu aos países onde eles se radicarem para reconhecê-los como “minoria nacional”.
Atualmente, Campinas é a cidade brasileira com maior número de ciganos, com cerca de 400 famílias. As festas de casamento costumam durar até 5 dias e são verdadeiras atrações na cidade. Mas há ciganos no Catumbi, em Teresópolis, em Salvador, em Itaparica etc..Em geral trabalham com ferramentas e na leitura da sorte, pois, ao longo da história, a sobrevivência do cigano sempre esteve ligada ao comércio ou remuneração em troca de predições.
O mais famoso congresso de ciganos ocorreu em 1971 na Iugoslávia, país europeu onde eles estão em maior número. Naquele encontro decidiu-se uma bandeira para os ciganos. Bandeira com listras verdes e uma azul, tendo um círculo ao centro. Pela ordem, as cores simbolizam os valores terrestres e espirituais da ética cigana.
(Do Livro: A astrologia dos ciganos e sua magia – Maria Helena Farelli)  

VIRGEN DEL ROCIO, LA BLANCA PALOMA


Santa Sara é considerada a única santa cigana do mundo, mas há muitos outros santos de devoção cristã entre os ciganos, como a Virgem do Rocio, também conhecida como “Blanca Paloma” (Pomba Branca).


No início do século XV, um homem chamado Gregorio Medina havia saído para caçar com seus cachorros, chegando ao lugarejo de Rocina, em Andaluzia (Espanha). Seus cachorros latiam de maneira nunca vista, como se houvesse uma presa se escondendo na floresta. Apesar da dificuldade para chegar ao local, cheio de plantas e espinhos, o homem seguiu, encontrando uma imagem grande de Nossa Senhora intacta, no tronco de uma árvore. Era uma imagem belíssima e muito bem conservada, vestida em túnica de linho branco e verde.
Logo no início da construção da capela, muitos milagres foram registrados. Diversas pessoas diziam vê-la em aparições, sempre vestida como pastora. Por isso, ela também é conhecida como “A Pastora”.


Cheio de alegria, o homem retirou a imagem dali para leva-la à cidade de Almonte, cerca de 20 quilômetros distantes. Vencido pelo cansaço e pela dificuldade de remover a imagem da mata fechada, ele dormiu. Ao acordar, a imagem não estava mais ao seu lado. Voltou à árvore onde havia a encontrado, e lá estava ela. O homem se dirigiu à Almonte e contou aos padres da região o que havia visto. Diversas pessoas foram conferir, e lá encontraram a imagem intacta no tronco da árvore. Decidiu-se então construir uma capela em volta da imagem, colocando-a no altar, e usando o tronco da árvore como base. Em volta da capela foi se formando o povoado de Santa Maria de las Rocinas. Em 1653, quando foi proclamada padroeira de Almonte, a imagem recebeu o nome de Virgem do Rocio, e a cidade foi denominada Rocio.
Em português, Rocio significa orvalho, e dentro de uma linha teológica, o orvalho seria a imagem do Espírito Santo que vem para trazer suas bênçãos. Seria também um símbolo de fecundidade sobre a terra e sobre a Virgem Maria.
Como havia muitas relações com o Espírito Santo, o povoado de Almonte passou a comemorar a festa da Virgem do Rocio no dia de Pentecostes. Para marcar a presença do Espírito Santo, foi colocada uma pomba branca na imagem de Rocio. Nas celebrações, as pessoas gritavam “Viva a Pomba Branca!”. Com o passar do tempo, os fiéis associaram a pomba branca à própria Virgem do Rocio, e assim ela também passou a ser chamada.
Romaria do Rocio
Ainda hoje, Rocio é um pequeno povoado, para onde  todos os anos, no domingo de Pentecostes, vão milhares de romeiros da Espanha e de outras partes do mundo. A pé, em cavalos ou carroças decoradas com itens de cultura flamenca, cigana e andaluz, as multidões celebram em um espetáculo que mistura folclore e religião, numa festa colorida e alegre.
Fonte: https://caravanadovento.wordpress.com/2013/06/04/virgen-del-rocio-la-blanca-paloma/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Zambra Gitana :

Zambra Gitana :
Apperley, Pintor : George Owen Wynne (1884-1960) - Zambra gitana - A Zambra, ou Flamenco árabe é, portanto, a fusão de movimentos de danças de povos nômades ancestrais.

Dança Flamenca!

Dança Flamenca!
Apperley, Pintor : George Owen Wynne (1884-1960) - Danza Flamenca

Velas Ciganas Coloridas!

Velas Ciganas Coloridas!
A Cultura cigana e seu contraste de cores,de suprema riqueza!

Sereia da Praia;

Sereia da Praia;
Sereias o Povo Mítico dos Oceanos,damas dos Lagos,Senhoras do Mar

Mulher Índia - Quadro Pintado pelo Artista Italiano Milo Manara.

Mulher Índia - Quadro Pintado pelo Artista Italiano Milo Manara.
Índia Xamã - Feiticeira de sua Tribo - Sacerdotisa das forças da natureza - Luz em Meio a Floresta !

Iemanjá

Iemanjá

♥♥♥Indiana♥♥♥

♥♥♥Indiana♥♥♥
♥♥♥♥♥♥♥♥

Iansã - Divindade Africana

Iansã - Divindade Africana

Cigana Esmeralda ;

Cigana Esmeralda ;
Bailando com o Pandeiro;

Amor do Egito !

Amor do Egito !

Velas de Umbanda;

Velas de Umbanda;

Fênix

Fênix
Senhora das Profecias !

Velas Coloridas entre as Frutas;

Velas Coloridas entre as Frutas;
♥ ♠ ♣ ♦

Quiromancia !

Quiromancia !
A Arte de ler as Mãos!

Sereia.

Sereia.